Como está funcionando o fluxo hospitalar de atendimento de gestantes com suspeita de Coronavírus?

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Pipo Saúde

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Publicado em

9/4/20

🤰 A gravidez já é, por si, motivo de aumento de precauções de saúde. Mais atenção para o que se consome, mais atenção para o cronograma de exames de rotina e de pré-natal… e o cenário de pandemia de coronavírus ainda acrescenta mais uma preocupação. Mas viemos te contar um pouquinho sobre as recomendações médicas e procedimentos hospitalares adotados em situações de gravidez. Com informação, ficamos mais tranquilas! 😉

Na quinta, dia 26/3, a Agência Nacional de Saúde Suplementar realizou uma reunião virtual aberta e gratuita com o tema “Gravidez, parto e coronavírus: os melhores cuidados para mães e bebês”. A iniciativa é do Movimento Parto Adequado (uma colaboração da ANS, do Hospital Israelita Albert Einstein e do Heathcare Improvement), que tem como uma das frentes de atuação a disseminação de boas práticas de parto para hospitais e operadoras do Brasil.

A regra número ZERO dessa pandemia (além de lavar as mãos) é priorizar o isolamento social e evitar a ida desnecessária aos hospitais, onde há aglomerações e altas chances de contração de inúmeras doenças, inclusive COVID-19. Para grávidas, não é diferente. Assim, mamães e papais, dêem preferência para o pré-natal por telemedicina (à distância) ou, pelo menos, intercalem esse tipo de atendimento com o presencial. Os(as) médicos(as) já estão orientados(as) para isso e podem ensinar vocês a conduzirem alguns exames simples dentro de casa, como tirar pressão arterial e fazer medição elíptica. Confiem neles(as), são profissionais! 👩⚕

Além dessas recomendações, o Dr. Romulo Negrini, Coordenador da Maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein, explicou o fluxo de atendimento hospitalar de gestantes com síndrome gripal e suspeita de infecção pelo COVID-19, que varia de acordo com a existência de sinais de gravidade e comorbidade. Epa! Calma que vamos explicar todos esses termos a seguir. 👇

De acordo com o apresentado na reunião, síndrome gripal é a atribuição dada à pessoa que apresenta febre maior que 37,8ºC com tosse ou dificuldade respiratória ou diarreia. Os sinais e sintomas não devem ultrapassar 14 dias. Sinais de gravidade envolvem vários indicativos mais técnicos, como pressões arterial sistólica e diastólica (tudo isso é feito pela equipe do hospital! ⚕), e alguns um pouco menos técnicos, como dificuldade para engolir. Comorbidade significa o acúmulo, ao mesmo tempo, de DUAS ou mais doenças correlacionadas em uma mesma pessoa. São relevantes, por exemplo, em termos de COVID-19 e gestação: hipertensão, diabetes, asma, HIV e doença renal crônica, dando preferência, neste momento, AOS atendimentos à distância, combinado?

Agora que entendemos um pouquinho melhor o que é cada coisa, vamos voltar aos procedimentos hospitalares para atendimento de gestantes com síndrome gripal e suspeita de infecção pelo COVID-19.

😷 Passo 1: máscara

Se uma gestante chega ao hospital com síndrome gripal, a primeira coisa feita é oferecê-la uma máscara cirúrgica.

🥵 Passo 2: análise de sinais de gravidade.

Após o cuidado com a máscara, analisam-se os sinais de gravidade.

No caso de ser positiva para os sinais de gravidade, a gestante é encaminhada para internação hospitalar, onde serão feitas coleta para pesquisa de COVID-19 (se possível), medição dos sinais vitais e nível de oxigênio a cada 6h, exames de imagem do tórax e outros tratamentos que sejam indicados pela equipe médica. Se a paciente se mostrar clinicamente instável durante a internação hospitalar (de acordo com frequência respiratória e outros indicadores), ela será direcionada para a internação em UTI. Se estiver estável, mas testar positivo para COVID-19, ela é isolada e avaliada obstetricamente para entender quais os melhores próximos passos. Se estiver estável e testar negativo para COVID-19, é manejada conforme o quadro clínico e considera-se a condição de alta hospitalar.

No caso de ser negativa para os sinais de gravidade, a gestante passa direto para análise de comorbidade.

🤕 Passo 3: análise de comorbidades

Após a análise dos sinais de gravidade, analisam-se as comorbidades.

Se a gestante apresentar comorbidades, ela é mantida em sala de observação, onde haverá coleta para pesquisa de COVID-19 (se possível), medição dos sinais vitais e nível de oxigênio a cada 6h, exames de imagem do tórax e outros exames que sejam indicados pela equipe médica. Apresentando quadro estável durante a observação, a gestante passa para a avaliação obstétrica; se não apresentar comorbidades, ela passa direto para a avaliação obstétrica.

🩺 Passo 4: avaliação obstétrica

Após a análise das comorbidades, faz-se a avaliação obstétrica.

Estando os resultados da avaliação obstetrícia fora do normal, a gestante é direcionada para os cuidados de acordo com o quadro clínico obstétrico; estando eles dentro da normalidade, a paciente é classificada como de baixo risco: recebe alta para casa, devendo ficar em isolamento social por 14 dias, medir temperatura a cada 6h e retornar ao hospital caso tenha dificuldade na respiração.

Ufa! É bastante coisa para absorver, mas acreditamos que a previsibilidade traz mais segurança e acalma, nem que seja um pouquinho, o nosso coração. 💙

Futuras mamães e futuros papais, nós da Pipo esperamos ter trazido alguma luz pra vocês nesse momento tão delicado, porque sabemos que todo o amor que estão nutrindo por esse futuro serzinho é combustível para preocupações também. As informações que trazemos aqui tem embasamento em declarações profissionais, mas lembrem-se sempre que cada caso é um caso. Por isso, mantenham contato com um profissional de saúde, dando preferência, neste momento, pelos atendimentos à distância, combinado?

(Os profissionais da saúde já foram autorizados pela ANS e Conselhos Federais a prestar assistência remotamente. Você pode se informar melhor sobre isso com a sua operadora de saúde. Se a corretora da sua empresa for a Pipo, entre em contato com a gente que te direcionamos! o/)Em breve, traremos mais informações sobre gestação e coronavírus! 😘

Fontes: ANS. Encontro Virtual do PPA sobre o Coronavírus. ZOOM, 26 de março de 2020.

Disponível aqui. Acesso em 26 de março de 2020.

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