Cuidados Com a Saúde

Carta aberta aos homens: iluminar de azul não é o bastante

4/11/2020

Por

Thiago Liguori

Carta aberta aos homens: iluminar de azul não é o bastante

Você e eu sabemos que o ano de 2020 têm sido marcado pela pandemia, porém enquanto combatemos o novo coronavírus, estima-se que cerca de 50 mil brasileiros deixaram de receber o diagnóstico de câncer. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), somente em 2020 são esperados mais de 60 mil novos casos só de câncer de próstata. Mas o receio de visitar as unidades de saúde e a demora na investigação e rastreio podem atrasar o diagnóstico, o que prejudica o tratamento e aumento o risco de complicações.

Com isso em vista, é necessário uma conscientização dos homens sobre o risco do câncer de próstata e a importância do seu rastreio precoce. Neste mês, entidades de saúde no mundo todo se mobilizam para o Novembro Azul, mês da conscientização sobre a saúde do homem, que tem o seu auge no dia 17, o dia mundial de combate ao câncer de próstata. Monumentos públicos e privados espalhados pelo Brasil serão iluminados de azul, como o Palácio do Planalto (DF), o Bondinho do Pão de Açúcar (RJ), o Palácio da Guanabara (RJ), o elevador Lacerda (BA) e Farol da Barra (BA) e o Bondinho Pão de Açúcar.
Mas a pergunta que fica é: Será que todos os homens impactados pela campanha estão respondendo a 3 perguntas básicas? 

  1. Eu faço parte do grupo de risco para o câncer de próstata?
  2. Devo procurar um médico? 
  3. Devo fazer o exame de toque ou o PSA (exame de sangue)?

Historicamente, as mulheres frequentam mais o ginecologista e fazem mais exames preventivos do que os homens, o que pode levar a um diagnóstico tardio e aumentar as chances de complicações, principalmente pelo fato de que o câncer de próstata não costuma apresentar sintomas nas fases iniciais da doença.

Mas então como podemos tomar uma ação individual que cause um impacto na saúde de nossos amigos e familiares? Iluminar de Azul ajuda a levantar o debate, mas precisamos fazer mais!


Antes de detalhar a ação que estou propondo, quero te explicar um conceito chamado modelo da mudança comportamental, que mostra como uma pessoa evolui no processo de mudança de um determinado comportamento, passando por diferentes etapas — desde a ignorância ou negação de que uma atitude lhe é nociva até a mudança propriamente dita e sua continuidade. Veja, a seguir, quais são essas fases:

1. Pré-contemplação. Essa é a fase em que o sujeito nega a existência do problema. As pessoas ao seu redor podem até já ter percebido que há algo de errado, mas o indivíduo não consegue (ou não deseja) enxergar dessa maneira. Tal questão não permeia sua consciência, por isso ele não reflete sobre ela. 

  • "Esse negócio de câncer de próstata não tem nada a ver comigo!"


2. Contemplação. Aqui, a pessoa começa a pensar que pode realmente ter um problema em seu comportamento. Há uma identificação, uma ideia de que suas atitudes podem ser melhoradas. Nesse momento, a busca do autoconhecimento deve ser intensificada, pois pode haver uma ambivalência nos pensamentos do sujeito. Ele negocia consigo mesmo as vantagens e desvantagens do processo: “Eu quero a mudança, mas será que o esforço vale a pena?” 

  • "Eu preciso dar uma olhada nessa questão da próstata, mas não tenho tempo agora!"


3. Preparação. Essa fase também pode ser chamada de determinação ou decisão. Ela é caracterizada pelo planejamento estratégico, pelo cálculo cuidadoso de um plano de ação para que a mudança seja efetuada. É quando a motivação aparece, pois sem ela não há transformação. 

  • "Eu quero fazer o exame de próstata, vou no médico semana que vem!"


4. Ação. Nessa etapa, a prática de novas ações se inicia. É quando o sujeito diminui ou cessa o comportamento que o prejudicava. Ainda é preciso certo acompanhamento, e isso o faz ter um dispêndio maior de energia e dedicação.

  • "Já agendei a consulta para ver a próstata amanhã!"


Pensando nisso, lanço aqui um desafio a você, leitor: nesta primeira semana de Novembro, tome uma ação que pode ter um grande impacto na vida de seus amigos e familiares. 

Faça essas 3 perguntas rápidas para 5 homens acima de 45 anos entre os seus amigos e familiares:

1. Você sabe quais são os fatores de risco para o câncer de próstata?

  • A idade é um fator de risco importante. Tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos.
  • Histórico de familiares (pai ou irmão) com câncer de próstata antes dos 60 anos, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.
  • Excesso de gordura corporal aumenta o risco de câncer de próstata avançado.
  • Exposições a aminas aromáticas (comuns nas indústrias química, mecânica e de transformação de alumínio) arsênio (usado como conservante de madeira e como agrotóxico), produtos de petróleo, motor de escape de veículo, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA), fuligem e dioxinas estão associadas ao câncer de próstata.

2. Você já procurou um serviço de saúde ou profissional para rastreio de câncer de próstata?

3. Você já fez o exame de toque ou o PSA (exame de sangue)?


Se ele tem mais de 50 anos ou está entre 45 e 50 anos e possui fatores de risco, deve iniciar o rastreio de câncer de próstata, que pode envolver o exame de toque e o PSA (exame de sangue).


Uma simples abordagem sobre o tema pode ajudar a pessoa a iniciar sua caminhada nas fases do modelo de mudança comportamental e levar ao diagnóstico precoce, por isso: mãos a obra. Aplique esse questionário a 5 homens e compartilhe a sua experiência com a gente!

Vamos juntos?

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