Recursos Humanos

Qual é melhor forma de usar o Pronto-Socorro?

6/7/2020

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Por Dr. Thiago Liguori

Qual é melhor forma de usar o Pronto-Socorro?

Saiba como evitar idas para o Pronto Socorro sem necessidade e como procurar a ajuda de um especialista para o seu problema.

O avanço da pandemia de Covid-19 pelo Brasil e sua alta taxa de transmissão trouxeram novamente à tona uma discussão sobre o uso correto dos serviços de urgência e emergência. Uma infecção causada por um novo coronavírus, até então desconhecido, e que possui rápido contágio ao contato próximo esvaziou as portas de entrada dos hospitais e levantou a seguinte pergunta: Será que eu preciso mesmo ir para o Pronto-Socorro?

Apesar de parecer um verdadeiro oásis da saúde, um local em que podem ser feitos ao mesmo tempo consultas médicas, exames laboratoriais, de imagem e medicamentos na veia, com ação rápida, os Pronto-Socorros têm apresentado um quadro de superlotação e altos níveis de insatisfação, muitas vezes relacionado a desinformação ou sensação de conveniência. Em pesquisa encomendada pela Bain & Company em conjunto com a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) mostrou-se que o nível médio de satisfação com o Pronto-Socorro é de 23%, enquanto supera os 60% em outros serviços de saúde, sendo o tempo de espera, mesmo em hospitais líderes, a principal fonte de reclamação.

De acordo com uma pesquisa da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), foram realizadas em 2017 cerca de 10 milhões de consultas em Pronto-Socorro no Brasil, que custaram R$ 22,2 bilhões de reais às empresas que fornecem o benefício aos seus colaboradores, sendo que em até 56% das visitas a ida ao serviço de emergência poderia ter sido solucionada através de uma consulta ambulatorial ou até mesmo uma orientação telefônica.

Mas afinal de contas, o que define uma urgência ou emergência?

De acordo com o Conselho Federal de Medicina (Resolução nº1451/1955):

Emergência – Constatação médica de condições de agravo à saúde que implicam em risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo tratamento médico imediato. (Exemplo: Infarto do coração, Derrame (AVC), Parada cardiorrespiratória, Embolia pulmonar, Hemorragia – forte sangramento, grave reação alérgica, acidente de carro/moto, entre outros).

Urgência – Ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco potencial de vida, cujo portador necessita de assistência médica imediata. (Exemplo: Fratura de ossos, luxações, asma brônquica em crise, febre que não melhora há mais de 48 horas, dor abdominal de moderada intensidade, entre outros)

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No Brasil, o Sistema de Triagem de Manchester (STM) é a forma de classificação mais utilizada nos serviços de emergência, que tem como objetivo determinar a ordem de atendimento do usuário baseado na gravidade da sua condição clínica, garantindo que o primeiro atendimento médico ocorra em tempo ideal, segundo a estratificação de cores, que tem metas de tempo a serem atingidas.

Muitas vezes as pessoas procuram o Pronto-Socorro quando na verdade a sua queixa não trata-se de uma urgência ou emergência, o que acaba sobrecarregando esses serviços e expondo os usuários a doenças infecciosas como o Covid-19, que pode ser transmitido pelo ar em proximidade com indivíduos infectados.

Além disso, uma mesma queixa em um Pronto-Socorro pode desencadear uma reação em cadeia de ações dos times de saúde, que pode levar a exames e procedimentos desnecessários.O objetivo principal de uma equipe de pronto-socorro é prestar serviço de saúde imediato à indivíduos que possam apresentar uma condição que coloca a vida em risco, ou seja, o modelo mental é focado em descartar que a sua queixa ou sintoma seja algo sério e possa causar um agravo significativo e irreparável à saúde. Isso leva a uma média de solicitação de exames muito maior do que nas consultas ambulatoriais, mesmo para um pool de pacientes iguais, simplesmente pelo racional que norteia o atendimento. Em outras palavras, a mesma queixa de dor de cabeça pode levar a realização de uma tomografia no pronto-socorro, enquanto o paciente seria liberado com medicamentos por via oral em um serviço de atenção primária.

Para resolver este problema, podemos recorrer aos centros ambulatoriais e à telemedicina. Com a ampliação dos centros de consulta médica das operadoras de saúde, associado a disseminação e regulamentação dos serviços de telemedicina, hoje é muito mais fácil conseguir agendar uma consulta ambulatorial, seja ela presencial ou virtual. Com o uso da chamada teleconsulta o médico pode fazer uma avaliação completa do seu caso, emitindo pedidos de exame, receitas médicas e atestados diretamente para você. Sem dúvida com o uso de novas tecnologias a ida desnecessária ao Pronto-Socorro tende a diminuir em toda a cadeia de saúde, o que pode desafogar o atendimento de urgência e emergência, ficando reservado para quem realmente precisa, além de proteger os usuários que não necessitam deste tipo de serviço no momento.

Sinistralidade

O mau uso dos serviços de emergência causa ainda um outro prejuízo, o financeiro. A superutilização leva a um aumento considerável do reajuste anual por sinistralidade, que é previsto em contrato com as operadoras de saúde, levando à downgrades e eventuais cancelamentos do benefício para o colaborador.

Através de ferramentas de análise de dados em saúde, é possível prever um aumento dos reajustes e implementar medidas alternativas ao uso do Pronto-Socorro, como teleconsultas e serviços proativos de atenção primária, detectando queixas de saúde antes do seu agravamento e criando um vínculo de confiança com os colaboradores. É melhor para beneficiário, melhor para a empresa e melhor para a sustentabilidade do sistema de saúde.

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