Benefícios corporativos: como escolher para sua empresa

Por

Gustavo Câmara

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Gustavo Câmara

Publicado em

13/12/24

Atualizado em

13/12/24

No cenário corporativo atual, um bom salário não é mais o suficiente para atrair e reter talentos. Os colaboradores têm valorizado, cada vez mais, empresas que proporcionam maior qualidade de vida para sua família. 

61% dos profissionais consideram mudar de empresa para ter acesso a um plano de saúde, segundo Pesquisa de Benefícios de Saúde e Bem-estar da Pipo, a escolha dos benefícios corporativos se tornou um diferencial estratégico.

Por isso, oferecer um bom pacote de benefícios, além de ser muito importante para os colaboradores, também é de grande impacto para as empresas, pois reduz os custos com Recrutamento e Seleção (R&S) e manter a companhia com profissionais mais qualificados.

No fim do blog de hoje, você compreenderá as diferenças entre os tipos de benefícios corporativos e como escolher os melhores para sua empresa, visando atrair e reter os profissionais mais qualificados do mercado.

#01 - Quais benefícios corporativos oferecer para os colaboradores?

Os benefícios corporativos são divididos em duas categorias principais: os obrigatórios, estabelecidos pela legislação trabalhista ou por acordos coletivos de trabalho, e os opcionais, que as empresas oferecem como diferencial estratégico.

Benefícios corporativos obrigatórios

Conforme declarado pela Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP), os benefícios obrigatórios sempre vão estar em alta. É aconselhável oferecê-los independentemente das condições. Entre eles, podemos destacar:

➙ Vale alimentação (VA) ou refeição (VR)

O VA é um cartão pelo qual os colaboradores podem fazer compras em mercados, padarias e demais comércios de alimentos. O valor depende da média dos preços da cidade em que a empresa se encontra, mas não pode passar de 20% do salário.

O VR, regido pela Norma Regulamentadora 24, tem a mesma lógica, pois é um cartão com o qual os funcionários podem comprar alimentos. Mas, diferente de produtos, o vale-refeição só é aceito para refeições prontas, incluindo bebidas alcoólicas.

➙ Vale Transporte (VT)

O VT é regulamentado pela Lei excedente 7.619/87 e é aplicado a todo tipo de trabalhador, mesmo o temporário. O benefício pode ser descontado em até 6% da folha de pagamento para que o colaborador o utilize. 

➙ Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)

O FGTS é um fundo, criado na Caixa Econômica, que foi proposto para ajudar os funcionários que fossem demitidos sem justa causa. A lei determina que, mensalmente, deve ser direcionado 8% do salário do colaborador para ser depositado nesse fundo. 

O dinheiro fica guardado no banco e as quantias podem ser retiradas em ocasiões específicas, como no saque-aniversário. 

➙ Férias remuneradas 

Todo trabalhador registrado tem direito a 30 dias de férias por ano. Mas essa quantidade pode ser “parcelada”, por exemplo: o trabalhador pode tirar 10 dias de férias no meio do ano e mais 20 no final do ano.

➙ Décimo terceiro salário 

O benefício, também conhecido como gratificação de Natal, foi instituído pela Lei 4.090/2 e é uma espécie de adicional no valor de 1/12 da remuneração mensal do trabalhador. 

Na prática, o 13º é um reajuste salarial, já que temos meses com 5 semanas, mas os salários são calculados com base em 4. Daí a necessidade de compensar esse excedente. 

Benefícios corporativos opcionais

Os benefícios opcionais, comumente, são discutidos ano a ano, junto com o sindicato da categoria profissional. 

Embora não tenham respaldo na lei, se não forem cumpridos, podem levar a empresa a cumprir sanções e até ações judiciais. Fique por dentro:

➙ Plano de saúde

Especialmente por causa da pandemia, muitas empresas decidiram aprimorar o seu pacote de benefícios corporativos, sobretudo o de assistência à saúde. 

A vantagem de ter uma corretora, como a Pipo Saúde, é a possibilidade de contar com um suporte especializado para a análise de métricas do plano, além de outras vantagens, como ter uma plataforma de gestão e uma parceria com profissionais de saúde. 

Essa ajuda faz toda a diferença para a concretização de um RH estratégico, que reduz custos com a gestão de pessoas e aumenta a satisfação dos colaboradores. 

➙ Plano odontológico

Os procedimentos odontológicos não são considerados baratos pela maioria dos funcionários. Mas quando a empresa oferece um plano, no qual os valores são negociados com a corretora, o serviço se torna bem mais acessível para eles. 

O plano odontológico está entre os cinco benefícios mais procurados pelos colaboradores.

➙ Vale cultura

A cultura faz parte do Homo sapiens, por isso incentivá-la também faz bem. Normalmente, esse benefício é de R$ 50 por mês e só pode ser utilizado pelos colaboradores para o engrandecimento cultural: aquisição de livros, filmes, ingressos para festivais etc.

➙ Auxílio home office

Há diversas formas de ajudar os colaboradores em home office com benefícios, como fornecer equipamentos eletrônicos (ou emprestá-los), pagar um vale-internet, enviar presentes pelos correios, como cestas e canecas, entre outros. Algumas empresas optam por um valor mensal fixo como ajuda de custo, dessa forma, a pessoa colaboradora pode entender a melhor utilização na sua rotina.

Mas cabe aqui uma observação: o modelo home office, em si, não é um benefício. É um método de trabalho. O benefício é justamente como a empresa ajuda no trabalho em casa, que ocorre com a ajuda dos custos extras com a internet e a energia, por exemplo.

➙ Benefício de bem-estar físico

Realizar exercícios físicos, na maioria dos casos, depende bastante da motivação que uma pessoa recebe de outras pessoas e/ou do ambiente. 

Ou você vai negar que, normalmente, ir para a academia com alguém é mais fácil do que ir por conta própria? É a mesma coisa com os colaboradores. 

Implementar um benefício que envolva ginástica laboral ou desconto na academia, por exemplo, também é uma forma de auxiliar os profissionais no combate ao sedentarismo. 

➙ Auxílio creche

A Constituição Federal considera o auxílio creche como um direito de toda pessoa colaboradora que tem um bebê de até 6 meses — portanto, uma obrigação do empregador. 

Trata-se de uma quantia destinada ao pagamento de uma creche, assim, os pais não precisam deixar de ir trabalhar por não ter alguém para cuidar da criança. Mas, a regra diz que caso a empresa tenha menos de 30 mulheres no quadro de funcionários, o benefício passa a ser opcional. 

Importante: há casos nos quais esse benefício também pode ser aplicado a casais do espectro LGBT. É esperado que as empresas reconheçam o direito, devido ao costume judiciário, mas não existe, ainda, uma legislação específica que cuide do assunto.

➙ Participação nos Lucros ou Resultados (PLR)

A participação nos lucros é um benefício que consiste no pagamento de uma espécie de bônus pelos resultados que uma empresa alcança em determinado período. 

A PLR só tem caráter obrigatório se houver a estipulação prévia do programa com os seus empregados, todavia muitas convenções coletivas preveem esse pagamento. 

A prestação de contas geralmente é feita também para os sindicatos; se for comprovado que não há lucro, não haverá pagamento de PLR.

Passo a passo para uma boa gestão de benefícios corporativos

Depois de ler sobre mais de 10 benefícios corporativos diferentes e que trazem resultados positivos para a empresa, você provavelmente notou que pode levar um certo esforço para gerenciá-los, não é mesmo? 

Aquilo que gera retorno também traz um esforço por trás. Além do mais, temos o fator complexidade envolvido. 

Desde 1997, Thomas Flannery, autor de “Pessoas, Desempenho e Salários”, e outros teóricos já afirmaram que os programas de benefícios não só têm seu custo e um papel crescente nas empresas, como os serviços que eles oferecem também evoluem. 

Quando pensamos no benefício de assistência à saúde, por exemplo, ainda sob influência da pandemia, a telemedicina ganhou bastante força. Isso ilustra essa evolução que Flannery mencionou. Dito isso, acompanhe as etapas mais importantes ao fazer uma boa gestão de benefícios.

#1 Faça uma pesquisa interna

Quando queremos saber algo, perguntamos. É um princípio básico. 

Essa pesquisa pode ser feita por um questionário, que pode ser online, e deve questionar quais benefícios os colaboradores mais utilizam, quais eles gostariam de ter, mas não encontram disponíveis, como as vantagens os ajudam no dia a dia, etc. 

Tente deixar cada pergunta o mais simples e objetiva possível, com alternativas, e assegure o anonimato do respondente. 

O estudo dos perfis comportamentais é uma outra forma de incrementar essa etapa. Que tipo de benefícios um colaborador com perfil de liderança prefere? Será que são os mesmos que um profissional mais analista procura?

#2 Crie uma política de benefícios corporativos clara

Agora que o plano de benefícios está começando a ganhar forma, é importante deixar bastante claro todas as regras e detalhes envolvidos. Ofereça também uma forma dos trabalhadores tirarem as suas dúvidas a respeito dos serviços. 

Procure oferecer as vantagens que funcionam para a maioria dos colaboradores — já que a fase da pesquisa interna foi concluída — e deixar evidente quais benefícios são obrigatórios e quais são opcionais e/ou flexíveis.

#3 Leve em consideração o que já está sendo aplicado no mercado

Pode ser uma boa ideia investir no que é ponto fraco na concorrência e, ao mesmo tempo, estudar o que tem funcionado — como é o caso do auxílio home-office e dos cuidados de saúde mental.

#4 Realize estudos de viabilidade 

Tendo um esboço do programa de benefícios, é importanteavaliar a viabilidade dele e projetar como será o seu desempenho no curto, médio e longo prazo. 

No estudo, inclua uma análise aprofundada da cesta de benefícios, dos custos e riscos envolvidos e o quanto eles podem ser valorizados pelos colaboradores.

#5 Flexibilize a oferta com base no perfil da sua equipe

A liberdade de escolha nos benefícios se tornou um fator importantíssimo para atrair e reter talentos. 

De acordo com a "Pesquisa de benefícios 2024: edição de colaboradores", da Pipo Saúde, apenas 52% dos profissionais possuem algum nível de flexibilidade na escolha dos benefícios que melhor se adaptam ao seu perfil.

A pesquisa revela que 84,5% dos colaboradores desejam ter a liberdade de personalizar seus benefícios, e esse número é ainda maior entre os profissionais de tecnologia (86%).

Implementar uma cultura de diálogo aberto, onde os colaboradores possam expressar suas preferências e necessidades, é fundamental. 

Ao oferecer um pacote de benefícios flexível e adaptado aos diferentes perfis da sua equipe, você demonstra que se importa com o bem-estar individual e cria um ambiente de trabalho mais engajador e satisfatório.

#6 Reavalie periodicamente os benefícios corporativos ofertados

Um plano de benefícios que funciona perfeitamente hoje, pode muito bem não funcionar amanhã. A pandemia mostrou isso na prática. Muitos colaboradores passaram a enxergar menos valor no vale-transporte, por exemplo, pois foram realocados para o modelo remoto, enquanto o plano de saúde se tornou protagonista.

Dessa maneira, a pesquisa interna pode ser feita novamente de tempos em tempos para detectar de forma ágil se os funcionários mudaram as suas percepções sobre os benefícios corporativos oferecidos.

#7 Contrate plataformas especializadas na gestão de benefícios corporativos

O RH não vive só de gerenciamento de benefícios, não é mesmo? 

Existem outras atividades mais específicas do departamento e que não podem ser deixadas de lado. Em função disso, contratar uma plataforma especializada pode resolver esse e outros problemas. Ela tem funcionalidades como estas:

  • Integrar todos os benefícios em um só lugar, seja obrigatórios, opcionais ou flexíveis;
  • Analisar os dados de utilização dos benefícios;
  • Orientar diretamente os colaboradores sobre os serviços;
  • Reduzir a possibilidade de erros humanos;
  • Automatizar tarefas.

No caso dos benefícios de saúde, ter uma corretora com uma plataforma própria de gestão de benefícios, como a Pipo, pode ser um diferencial.

Conclusão

Os benefícios corporativos são ferramentas estratégicas para uma empresa. Uma gestão eficiente desses benefícios demanda um planejamento cuidadoso, desde a escolha das opções obrigatórias até a seleção dos diferenciais competitivos. 

As empresas que adotam uma abordagem estruturada na gestão de benefícios corporativos, considerando as necessidades dos colaboradores e as tendências do mercado, conseguem criar programas mais efetivos. 

O resultado aparece na forma de maior satisfação da equipe e menor turnover de funcionários. 

Se você precisa de ajuda para gerenciar os benefícios da sua empresa de forma simples e digital, a Pipo pode te ajudar. Somos uma corretora de saúde que simplifica as tarefas burocráticas e facilita o acesso à saúde para os seus funcionários, economizando tempo e orçamento do time de RH.

Escolha o plano de saúde, mental, odontológico ou seguro de vida ideais para a sua empresa e faça toda a gestão por uma plataforma 100% digital. 

Agende uma conversa conosco.

Perguntas frequentes

FAQ sobre Escolha Estratégica de Benefícios Corporativos para CFOs e Diretores de RH

  • Como a escolha estratégica de benefícios corporativos pode impactar a gestão de custos e a sinistralidade para o CFO?

    Para um CFO, a 'escolha de benefícios corporativos' transcende a simples oferta de vantagens; é um investimento direto na gestão de custos e na otimização da sinistralidade. Selecionar benefícios que promovam a saúde e o bem-estar, como um plano de saúde com ênfase em atenção primária ou programas de gestão de doenças crônicas (DLP, por exemplo), pode reduzir a necessidade de procedimentos de alta complexidade. Isso impacta positivamente a sinistralidade, levando a reajustes mais controlados. Além disso, benefícios que fortalecem a retenção de talentos diminuem os custos com recrutamento e treinamento, contribuindo para a eficiência financeira global da empresa. A decisão deve ser embasada em dados e análises de mercado.

  • Quais fatores um Diretor de RH deve considerar para que os benefícios escolhidos realmente engajem os colaboradores?

    Um Diretor de RH deve considerar diversos fatores para que os benefícios escolhidos realmente engajem os colaboradores. Primeiro, a pesquisa de necessidades e expectativas da equipe é fundamental, pois o que agrega valor a um grupo pode não ser relevante para outro. Segundo, a comunicação clara e transparente sobre os benefícios disponíveis e como utilizá-los maximiza sua percepção de valor. Terceiro, a flexibilidade, através de 'benefícios opcionais' ou pacotes personalizáveis, atende à diversidade da força de trabalho. Quarto, um plano de saúde que ofereça bom acesso e qualidade no atendimento, sem burocracia excessiva, é sempre um pilar de engajamento. A gestão contínua e a mensuração de satisfação são cruciais.

  • Como as 'tendências de RH para 2024' e o conceito de 'Total Rewards' informam a escolha dos benefícios estratégicos?

    As 'tendências de RH para 2024' e o conceito de 'Total Rewards' informam a escolha dos benefícios estratégicos ao direcionar as empresas para uma abordagem mais holística e centrada no colaborador. As tendências apontam para a valorização da saúde mental, flexibilidade no trabalho (anywhere office), desenvolvimento de carreira e programas de bem-estar personalizados. Para o Diretor de RH, isso significa que a escolha de benefícios deve ir além do tradicional, integrando-se ao 'Total Rewards' para criar um pacote atrativo e competitivo. Para o CFO, essa abordagem garante que o investimento em benefícios esteja alinhado com as expectativas da força de trabalho moderna, otimizando o retorno sobre o capital humano e contribuindo para a sustentabilidade da empresa no longo prazo.

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