A vacina da Covid-19 chegou: e agora?

3/2/2021

Por

Dr. Thiago Liguori

A vacina da Covid-19 chegou: e agora?

A ANVISA aprovou, em 17 de Janeiro, o uso emergencial das vacinas contra a Covid-19.

A CoronaVac, desenvolvida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e a CoviShield, desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Fundação Fio Cruz, foram aprovadas por unanimidade pelo comitê responsável.

Com o aumento diário no número de casos e óbitos no Brasil desde o fim do ano passado, a pandemia pelo coronavírus voltou a atingir níveis alarmantes. 

A segunda onda da Covid-19 no Brasil mostrou um aumento de 37% nos casos e 23% óbitos no fim de 2020, e uma crescente do número médio de mortes, que chegou a 1.055 nos últimos 7 dias, superando o patamar máximo atingido até o momento, que era de Agosto de 2020.

Esse aumento se dá por diversos fatores, como a sazonalidade do vírus, flexibilização das medidas de isolamento e comportamento humano. Outros motivos menos prováveis também estão sendo estudados, como duração da imunidade e mutações do vírus.

Já existe vacina contra a Covid-19?

Uma nova ferramenta no combate à pandemia é a vacina contra o coronavírus, que teve o seu uso emergencial aprovado recentemente pela ANVISA, que incluiu a vacina Coronavac (Sinovac e Instituto Butantan) e AstraZeneca (Oxford e Fiocruz).

Existem 8 vacinas atualmente em fases avançadas de liberação, disponíveis e/ou em uso em alguns países. Elas incluem os seguintes componentes e seus respectivos fabricantes (desenvolvedores):

  • DNA: Inovio Pharmaceuticals, Estados Unidos.
  • RNA: Moderna/NIAID, Estados Unidos; BioNTech/Pfizer, Alemanha.
  • Vetor viral não replicante: AstraZeneca/Oxford, Reino Unido; CanSino Biological Inc./Beijing Institute of Biotechnology, China; Gamaleya Research Institute of Epidemiology and Microbiology, Rússia;
  • Inativada: Wuhan Institute of Biological Products/Sinopharm, China; Beijing Institute of Biological Products/Sinopharm, China; Sinovac Biotech, China – Instituto Butantan, Brasil.

A vacinação contra o novo coronavírus já começou em diversos países. A primeira dose foi dada no Reino Unido ainda em 2020 e a tendência é que a imunização se espalhe pelo mundo, a depender das ações de cada um dos governos.

Os EUA lideram o ranking, com 22 milhões de doses administradas, seguido pela China, com 16 milhões de doses. Países como Israel já conseguiram vacinar quase metade da população (3.8 milhões de doses aplicadas) e trazem resultados preliminares animadores com queda no contágio da doença.

Até o momento, o Brasil já vacinou cerca de 1 milhão de pessoas com os dois imunizantes aprovados.

Principais perguntas em relação à aprovação da vacina

Nós sabemos que pode ser confuso entender o que significa a aprovação do uso emergencial das vacinas e quem, de fato, será vacinado com os primeiros lotes dos imunizantes. Por isso, siga a leitura!

O que significa uso emergencial da vacina?

O uso emergencial indica uma aprovação feita pelos órgãos regulatórios em situações excepcionais, como uma pandemia global. Os critérios de aprovação são flexibilizados e muitos critérios de segurança e eficácia serão continuamente avaliados enquanto a vacina já está sendo aplicada.

Quem pode se vacinar contra a Covid-19?

No Brasil, até o momento estão sendo vacinados profissionais de saúde da linha de frente de combate ao covid-19, populações indígenas e grupos de idosos institucionalizados (dependendo da disponibilidade no Estado).

As pessoas que não devem se vacinar são aquelas que já tiveram alguma reação alérgica grave, como anafilaxia por alguns dos componentes da vacina. É importante ver a bula da vacina e procurar por substâncias que você já apresentou reação alérgica grave previamente.

Existem efeitos colaterais e contra indicações?

Sintomas como fadiga, febre, dor de cabeça e dor nos membros podem aparecer nos primeiros três dias de aplicação da vacina e são consideradas reações típicas, que representa o sistema imunológico em funcionamento e criando os anticorpos contra o vírus.

A vacina é segura, porém alguns grupos devem procurar orientação profissional antes da imunização:

  • Gestantes e lactantes
  • Pessoas em uso de anticoagulantes
  • Pessoas com deficiência na produção de anticorpos
  • Reação alérgica leve a outras vacinas

A vacina é eficaz contra as novas mutações do novo coronavírus?

A maior parte das vacinas ainda estão sendo estudadas em relação à sua eficácia contra as mutações do vírus, como a variante inglesa e brasileira (detectada em Manaus).

Até o momento, apenas a vacina Moderna (EUA) anunciou que os testes contra as variantes emergentes foram bem-sucedidos e geraram proteção eficaz. Novos estudos sobre as outras vacinas devem surgir em breve.

O que significa dizer que a vacina tem eficácia de 50,4%?

Isso mostra que metade das pessoas que tomaram a vacina evitaram a contração da doença na forma leve no período do estudo. Porém no caso da forma grave da doença, a proteção foi de 100%!

Ou seja, mesmo com a vacina a pessoa ainda corre o risco de pegar a doença, porém reduz de forma considerável a chance de evoluir para uma pneumonia grave ou ser internado na UTI.

Eficácia da CoronaVac


Quais os próximos passos da vacinação contra a Covid-19?

Com a aprovação dos primeiros imunizantes contra o novo coronavírus, os próximos passos serão definidos pelo Ministério da Saúde.

O cronograma oficial e completo de imunização ainda não foi divulgado pelo Ministério da Saúde ou governos de Estado, muito influenciada pela falta de insumos e contratos internacionais de compra de doses da vacina. A expectativa é que ele seja divulgado ao longo de 2021.

A primeira fase de vacinação engloba profissionais da saúde na linha de frente do combate, populações indígenas e idosos institucionalizados, que vivem em asilos, por exemplo.

A segunda fase da vacinação contará com a imunização de indivíduos com deficiência de imunidade e grupos de risco, como idosos e pessoas com hipertensão, diabetes, histórico de infarto, derrame, entre outros.

Dúvidas frequentes sobre a vacinação contra o novo coronavírus

Por aqui, o nosso time de saúde tem respondido diversas perguntas relacionadas aos novos imunizantes. Por isso, nós reunimos as principais dúvidas dos nossos membros e trouxemos para vocês.

Quem já teve a Covid-19 precisa se vacinar?

Pode e deve. Estudos recentes mostram que a proteção de anticorpos pode diminuir de forma considerável de 3 à 6 meses após a infecção, principalmente em casos leves ou pessoas que foram assintomáticas. Logo para ter uma proteção mais duradoura, tome a vacina e proteja-se.

Eu estou com sintomas do novo coronavírus, posso me vacinar?

Não. Pessoas que estão com covid-19 ou suspeita da doença devem esperar quatro semanas após o surgimento dos primeiros sintomas. Em casos de temperatura acima de 37,5 graus no dia da vacinação ou nas últimas 24hs, também é recomendado adiar.

Quanto tempo demora para a vacina fazer efeito?

A maioria das vacinas contra a covid-19 é fracionada em duas doses, que devem ter pelo menos 3 semanas de diferença entre elas. Quando comparado a vacinas tradicionais, o nível ideal de defesa do corpo é atingido cerca de 28 dias após a última dose da vacina.

Me vacinei. Posso parar de usar máscara e álcool em gel e voltar para a minha rotina normal?

Não. Apesar de diminuir de forma considerável, o risco de infecção ainda existe, logo, as medidas de higiene e distanciamento social devem permanecer.

Não moro na minha cidade de registro do SUS. Posso me vacinar em outra cidade?

Cada Estado ainda está liberando as regras para a vacinação, mas até o momento não é considerado o local de residência da pessoa.

Quais documentos eu preciso para me vacinar?

É necessário apresentar um documento de identificação, o número do CNS (cartão nacional de saúde - SUS) e se possível, a carteirinha de vacinação atual.

A vacina ficará disponível na rede suplementar?

A compra de vacinas pela rede privada ainda não foi liberada, sendo seu uso exclusivo pelo sistema público até o momento. O objetivo é garantir a equidade na distribuição da vacina, que é um dos princípios do SUS.

O que acontece se eu não tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19?

Até então todas as vacinas com uso emergencial aprovados no Brasil precisam de uma segunda dose para completar o nível de imunização adequada contra o novo coronavírus. No momento, não existem dados suficientes para provar o efeito da segunda dose, mas, geralmente, segundas doses são aplicadas para aumentar a imunização e o tempo de proteção contra uma determinada doença.

Segundo testes da Pfzier e Moderna nos EUA, pessoas vacinadas apenas com a primeira dose da vacina contra a Covid-19 tem cerca de 75% de chance de não desenvolverem casos graves e pessoas vacinadas com a segunda dose tem 100% de chance de não desenvolverem sintomas graves. No entanto, é importante lembrar que a resposta imunológica varia de indivíduo para indivíduo.


Aqui na Pipo Saúde, nós disponibilizamos um time de saúde que, com base nos conceitos de saúde de família, integra o cuidado e centraliza os dados dos usuários, gerando valor e criando um canal único para as informações de saúde. Já começamos a orientar nossos membros sobre a vacina, tirando dúvidas e encaminhando para o serviço correto.

Não deixe de compartilhar essas informações com seus amigos, colegas de trabalho e família! Nesse momento, precisamos nos proteger e nos manter informados.

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