Segunda onda da Covid-19: principais perguntas

14/12/2020

Por

Dr. Thiago Liguori

Segunda onda da Covid-19: principais perguntas

A pandemia da Covid-19 ainda não acabou e muito se fala sobre uma possível segunda onda, como a que ocorre neste momento na Europa, Mas, será que realmente estamos nessa tal segunda onda? 

Tendo em vista o aumento diário no número de casos, sim. Os números oficiais mostram um aumento de 37% nos casos e 23% óbitos neste último mês no Brasil. 

Esse aumento se dá por diversos fatores, como a sazonalidade do vírus, flexibilização das medidas de isolamento e comportamento humano. Outros motivos menos prováveis também estão sendo estudados, como duração da imunidade e mutações do vírus. 

Ainda no começo da pandemia, nós disponibilizamos uma FAQ com as perguntas mais relevantes para o momento inicial da doença um e-book sobre a volta ao trabalho. Como a segunda onda tem ganhado cada vez mais espaço no nosso dia a dia, é importante nos mantermos informados e protegidos.

Acompanhe esse texto para tirar as suas principais dúvidas e se inteirar das atualizações, indicações e orientações gerais da segunda onda da Covid-19. Vamos lá?

O que é a segunda onda da Covid-19?

A segunda onda de uma infecção, como o novo coronavírus, é caracterizada pelo aumento do número de casos, internações ou óbitos depois de uma queda importante e um controle por um período de tempo.

Frente aos dados epidemiológicos disponibilizados pelo Ministério da Saúde, fica claro que existe uma nova onda de infecção no Brasil, quando 18 estados demonstraram aumento expressivo no número de novos casos e mortes pela doença.

A segunda onda da Covid-19 era esperada?

Tal movimento era relativamente esperado por especialistas, já que 7 das últimas 8 pandemias que assolaram o mundo desde 1700 tiveram mais do que uma onda de infecção.

A segunda onda é mais letal?

Caso uma proporção considerável da população já tenha sido infectada e as medidas de intervenção e isolamento sejam tomadas com mais agilidade, é possível que esta segunda onda não seja tão intensa ou letal quanto a primeira. 

Quais os principais sintomas da Covid-19?

Por mais que nós já tenhamos falado exaustivamente sobre os sintomas da doença, vale aqui relembrar os principais, que configuram síndrome gripal:

  • Tosse (seca ou com catarro);
  • Dor de garganta
  • Febre - temperatura >37,8ºC
  • Coriza
  • Dor no corpo
  • Dor de cabeça
  • Anosmia - perda do olfato
  • Ageusia - perda do paladar

Além destes sinais, outros sintomas mais graves também devem ser observados e, em caso destes, é a hora de procurar um serviço de saúde:

  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Febre que não melhora mesmo com o uso de medicamentos
  • Pressão persistente no peito
  • Queda de pressão, principalmente em gestantes

Quais os principais exames para diagnóstico da Covid-19?

Uma das perguntas que mais recebemos aqui na Pipo é quanto aos exames relacionados ao novo coronavírus. Será que eles mudaram? Quais são mais eficientes? Quando devo fazer o exame? Acompanhe: 

RT-PCR

Exame de detecção direta do vírus, feito através de um swab na nasofaringe.

Indicados para indivíduos sintomáticos, sendo a coleta realizada a partir do 3º dia  após o início dos sintomas e até o 10º dia. Ao final desse período, a sensibilidade do exame tende a diminuir.

É importante lembrar que este exame só é realizado pelos planos de saúde com pedido médico e justificativa. 

Mas, como interpretar o exame?  

Positivo - presença do vírus, Covid-19 confirmado.

Negativo - caso os sintomas sejam sugestivos, a presença do vírus não está descartada, é possível a indicação de um segundo exame pelo médico.

Interpretação do exame RT-PCR


Sorologia

Este exame verifica a resposta imunológica do corpo em relação ao vírus por meio da detecção de anticorpos, sendo feito a partir de amostra de sangue.

Ele é indicado para indivíduos sintomáticos, no entanto, apenas para aqueles que já completaram 10 dias, a contar do início dos sintomas.


Dúvidas mais frequentes sobre a segunda onda no Brasil

Aqui na Pipo, nós disponibilizamos um canal exclusivo para os nossos membros tirarem suas dúvidas e procurarem o nosso time de saúde quando necessário. Por isso, nós percebemos um aumento considerável de dúvidas sobre a segunda onda.

Nós convidamos os nossos profissionais da saúde para responderem as principais dúvidas. Confira: 

Quem já teve Covid-19 na primeira onda pode se reinfectar?

Sim, a reinfecção pode acontecer e há algumas dezenas de casos confirmados no mundo, porém essa possibilidade é considerada extremamente rara. A média de tempo entre o primeiro e segundo episódio é de 76 dias.

Foi confirmado, entretanto, o primeiro caso de reinfecção por Covid-19 no Brasil. Esse diagnóstico é o trabalho de um estudo da UFPB e nos serve de indicativo para redobrar os cuidados. 

Quais lugares oferecem mais riscos de exposição?

Ficar em casa é a principal medida para reduzir o risco de infecção, porém alguns espaços representam maior ou menor risco de contágio.

Locais como hospitais, prontos-socorros, transportes públicos, bancos, lotéricas, elevadores, cinemas e academias apresentam um risco maior, devido à proximidade entre as pessoas e possibilidade de aglomeração.

Já veículos particulares, restaurantes e supermercados parecem levar a um nível menor de exposição e risco de contaminação pelo vírus. No entanto, o risco ainda existe.

Quais ações estão permitidas?

Diferentes cidades e estados encontram-se em fases distintas de isolamento social, fato este motivado pela queda no número de casos, óbitos e leitos disponíveis de UTI. 

São Paulo, por exemplo, se encontra atualmente na fase amarela e permite atividades como ida ao shopping, academia, restaurantes, salões de beleza e bares são permitidas. No entanto, essas atividades funcionam com regras mais restritas, limitando horário e capacidade.

De uma forma geral, tendo em vista o aumento de casos, é prudente ficar em casa quando possível e restringir atividades externas.

Quando procurar ajuda?

Em caso de sintomas, como febre (temperatura  acima de 37,8ºC), dor no corpo, falta de ar, dor de cabeça, dor de garganta, perda ou diminuição do olfato e paladar, você deve procurar atendimento médico para avaliação.

Esse primeiro atendimento pode ser presencial ou via telemedicina.

Quando é necessário fazer ou repetir os exames da Covid-19?

Os exames para detecção do coronavírus são indicados pelo médico para indivíduos com suspeita de covid-19 e um novo exame apenas é necessário em caso suspeita de falso-negativo.

Para a volta ao trabalho após a doença não é necessário realizar um exame de controle, apenas respeitando-se o período de 14 dias do início dos sintomas e 3 dias ou mais sem qualquer sintoma.

Quais exames o plano de saúde cobre?

É importante entender as obrigações do seu plano de saúde na pandemia da Covid-19. Atualmente as operadoras de saúde cobrem, apenas, a realização do exame PCR para Sars-Cov-2, que é realizado através de um swab no nariz e na boca. Esse exame, no entanto, precisa de pedido médico.

O exame de sorologia não tem cobertura no momento.

Como orientar os meus colaboradores na segunda onda da Covid-19

As orientações para as empresas são as mesmas. Nós disponibilizamos um e-book, que você pode baixar aqui, com as principais indicações de segurança para a sua empresa e para os seus colaboradores.

No entanto, vale relembrar as principais! Fique de olho.

Principais cuidados no escritório

  • É recomendado que todos os colaboradores usem máscara durante sua estadia no escritório. 
  • Deve ser realizada a aferição da temperatura na entrada e na saída do escritório. Recomenda-se o uso do termômetro digital infravermelho. 
  • É recomendada a distribuição do álcool gel em diferentes pontos dentro da empresa, além da entrega de um kit de higienização individual.
  • A higienização deve ser intensificada para desinfecção de superfícies. 
  • As estações de trabalho devem ter 2 metros de distância e devem estar distribuídas de forma alternada.
  • Em espaços comuns, como copa, refeitório e vestiário, deve ser exigida a distância mínima de 2 metros entre cada colaborador.
  • Em reuniões, o ideal é que elas continuem sendo realizadas via videoconferência. 

Disposição recomendada das estações de trabalho


Quem pode voltar ao trabalho? 

  • Devem voltar apenas os colaboradores que não tiveram contato com qualquer pessoa que testou positivo para Covid-19 nos últimos 14 dias. 
  • A orientação é que seja criada uma que limite a presença dos colaboradores. Sugerimos que esse quadro seja de, no máximo, 50% do quadro de colaboradores.
  • Colaboradores com mais de 60 anos e/ou com doenças crônicas devem poder escolher entre voltar ao escritório ou não.


Como lidar com colaboradores com suspeita de Covid-19?

Recomendamos que a sua empresa crie um plano de testagem para a Covid-19. Esse plano deve envolver 2 exames: o RT-PCR, que detecta parte do vírus em secreções do nariz e da boca e a sorologia, que detecta a presença de anticorpos na corrente sanguínea.

Colaboradores que apresentam sintomas de síndrome gripal devem ser, o quanto antes, isoladores em um ambiente dentro da empresa.

Em seguida, execute um plano de transferência do colaborador para casa, em casos leves, ou para um serviço de saúde, em casos graves. Em ambos casos, recomendamos a assistência médica por telemedicina, que pode ser ativada enquanto o colaborador é avaliado.

A vacinação contra a Covid-19 no Brasil

A imunização em massa é a única ferramenta efetiva para conter o avanço da doença no país. A ANVISA aprovou o uso emergencial das primeiras vacinas contra o novo coronavírus no Brasil em 17 de Janeiro.

Com isso, o governo federal obteve autorização para distribuir os imunizantes CoronaVac e AstraZeneca e iniciar o calendário de vacinação em território nacional. Outras vacinas, como a Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, na Rússia, teve o uso emergencial negado pela agência reguladora.

No mundo, mais de 100 milhões de pessoas já foram imunizadas e, aqui no Brasil, o número de imunizações já chega a quase 3 milhões de pessoas.


Na Pipo Saúde, cada membro tem acesso a um time de saúde que, baseado nos conceitos de saúde de família, tem como foco integrar o cuidado e centralizar os dados dos usuários, gerando valor e criando um canal único para as informações de saúde.

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