Fevereiro Laranja: o que é e o papel do RH na data

Por

Larissa Reis

Por

Atualizado em

Publicado em

18/2/22

Em 2021, o Brasil registrou um aumento de 31,8% nos casos de leucemia, em relação ao ano anterior. Para o 2022, o INCA ―  Instituto Nacional de Câncer― projeta que 10 mil brasileiros serão diagnosticados com a doença.

Enfrentar esse tipo de câncer é algo que impacta a vida e a atuação do trabalhador. Essa é uma das razões pelas quais o RH precisa conhecer seu papel diante do Fevereiro Laranja: a campanha de combate à leucemia.

Continue a leitura para saber mais sobre o assunto e entender quais as responsabilidades da empresa no mês da campanha e durante todo o ano!

Confira o que você verá ao longo deste conteúdo:

Entendendo o Fevereiro Laranja

Como diversas outras campanhas definidas por uma cor, o Fevereiro Laranja foca na conscientização e na prevenção da leucemia; uma doença que provoca a proliferação descontrolada de glóbulos brancos na medula óssea e no sangue.

Assim, ações que objetivam explicar o que é a leucemia, quais os sintomas mais comuns, a existência ou não de fatores de risco, bem como a importância do diagnóstico precoce são comuns nesse mês.

Além disso, a campanha também alerta sobre a necessidade da realização de exames, informa e incentiva a doação de medula óssea.

Portanto, o Fevereiro Laranja existe para dar às pessoas informações que lhes direcionem ao atendimento médico e até as inspire a ajudar a salvar vidas.

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Dados e números sobre câncer e leucemia

O Fevereiro Laranja é uma campanha relativamente recente, já que a primeira edição aconteceu em 2019. Embora a leucemia não figure entre os tipos de câncer mais comuns, o alerta é fundamental.

Para te ajudar a compreender o porquê de levar toda essa conversa sobre saúde e prevenção de enfermidades e mortes à sério, vamos a alguns dados:

Frente a isso, é importante dizer que o avanço da ciência tem ajudado em diagnósticos mais rápidos e certeiros, bem como em tratamentos mais eficazes e capazes de preservar vidas;

  • Atualmente, o Brasil tem cerca de 5,3 milhões de doadores cadastrados no Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea).

Isso significa que há boas chances de que uma pessoa com a doença encontre um doador. Algo que a campanha do Fevereiro Laranja contribui para que seja possível.

Notou que escolhemos não falar apenas das doenças, mas indicar que avanços positivos também têm ocorrido?

Talvez isso possa inspirar você a entender a importância da atuação do seu RH na campanha e no acolhimento de profissionais com leucemia.

Câncer e o mercado de trabalho

Embora vejamos notícias sobre crianças acometidas com a doença, esse tipo de câncer também é comum em adultos.

Assim, a relação com o mercado de trabalho pode considerar duas possibilidades: 1) a de um colaborador cujo dependente tem leucemia e 2) a de um colaborador diagnosticado com a enfermidade.

A primeira exige compreensão quanto às ausências que podem exceder os limites definidos pela CLT em relação às faltas justificadas, assim como impactos causados pelo cansaço emocional. Já a segunda, aprofundamos um pouco mais a seguir:

Dificuldades

Uma análise realizada pelo Coronel Institute of Occupational Health (2017) indica que 34% das pessoas que sobrevivem ao câncer têm dificuldade para retornar ao mercado de trabalho.

As principais razões são as sequelas físicas e emocionais, atreladas à falta de apoio do mercado e das empresas de um modo geral.

Ainda, os enfermos têm 1,37x mais riscos de ficarem desempregados do que as pessoas saudáveis.

A situação se complica mais a depender do tipo de câncer. Por exemplo, o câncer gastrointestinal e o no aparelho reprodutor feminino representam um risco maior para a trajetória profissional.

Por que? Porque, em geral, o tratamento é mais longo e rigoroso, deixando a pessoa mais vulnerável e seu emprego também.

Obrigações legais

Ainda não existe no Brasil uma lei que garanta a estabilidade de um profissional que tenha leucemia ou outro tipo de câncer.

O Projeto de Lei n° 8.057/2017 prevê que esse trabalhador não pode ser demitido por um ano, mas ainda está em avaliação na Câmara dos Deputados.

Entretanto, uma empresa pode sofrer um revés caso opte pelo encerramento de contrato de alguém que esteja enfrentando a doença.

Foi o que aconteceu em uma decisão da 9ª câmara do TRT-15, que determinou a reintegração de um trabalhador que havia sido dispensado, sem qualquer aviso, durante seu tratamento contra a leucemia.

A importância do apoio do RH

A gestão de pessoas faz com que você, do RH, provavelmente busque alinhar ações com a alta-gestão da empresa. E está aí o papel principal do RH no Fevereiro Laranja.

Trouxemos dois dados para te ajudar a entender melhor. Veja:

  • 58% das empresas realizam campanhas de prevenção ao câncer;
  • Porém, apenas 9% colocam em prática ações estruturadas de prevenção, tratamento e acompanhamento.

Isso ocorre inclusive porque, em muitos casos, a oferta de serviços ou de benefícios em saúde não engloba demandas diretamente relacionadas à leucemia ou outros tipos de câncer.

É o caso, por exemplo, do incentivo ao check-up anual, que também é tema  de saúde na Pipo neste mês.

Embora queiram prestar apoio, muitas organizações não sabem como fazê-lo de forma adequada e o RH pode agir aí.

Entender que o tratamento pode impor a necessidade de uma rotina mais flexível, a queda de produtividade e até a redução de metas ajuda a criar um ambiente mais acolhedor.

Tudo isso precisa ser compreendido por parte de equipes, lideranças e alta-gestão, sendo o RH o setor a orquestrar esse entendimento para que ações adequadas sejam tomadas.

Conclusão

O Fevereiro Laranja prevê ações educativas de prevenção e acolhimento de colaboradores enfermos por parte dos colegas.

Indo além pode ser visto como uma oportunidade para definir estratégias que permitam que cada colaborador se sinta seguro e amparado ― quer seja o profissional a enfrentar a leucemia ou uma pessoa de sua família.

Essas ações, em especial as que não ficam apenas na superfície e têm impacto mais duradouro, tendem a favorecer os trabalhadores e a organização como um todo.

A expectativa é de ganhar em autoestima, motivação e produtividade, assim como na manutenção de um bom clima organizacional e fortalecimento da marca empregadora.

Uma empresa que tem a Pipo como parceira, por exemplo, conta com o Questionário Minha Saúde para que eventuais comorbidades de cada colaborador sejam registradas.

Algo que permite, entre outras coisas, uma atenção especial do nosso Time de Saúde e um acompanhamento próximo e qualificado para os trabalhadores com leucemia ou outros tipos de câncer.

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