Mercado de startup X Plano de saúde: a inovação a favor das empresas

Por

Manoela MItchell

Por

Manoela Mitchell

Atualizado em

Publicado em

13/6/22

O mercado das startups de saúde está em plena ascensão no Brasil. Entre 2018 e 2020 o crescimento já havia sido de 118% (saindo de 248 startups para 542) e durante a pandemia, os investimentos só aumentaram. 

Porém, esse é um movimento estrutural que já vinha acontecendo e o principal motivo é suprir um gargalo enorme: o custo  com planos de saúde é o segundo mais caro para as empresas, podendo chegar a 35% do salário do funcionário,  e está crescendo cada vez mais. Nos últimos sete anos foi observado um aumento de 150%

E num contexto em que reforçar os cuidados com a saúde é tão necessário, sai na frente a empresa que investir no melhor benefício para a saúde dos funcionários.

Nesse texto você se informa sobre o panorama atual do mercado das healthtechs, entende como as tecnologias inovadoras estão fazendo a diferença e como as startups estão revolucionando os planos de saúde.

  • Panorama das startups de healthcare no Brasil
  • O mercado de startups de planos de saúde
  • A inovação e tecnologia a favor das startups
  • A revolução das startups nos mercados de planos de saúde

Panorama das startups de healthcare no Brasil

As health techs estão em segundo lugar na lista das startups que mais crescem. Foram US$430 milhões investidos de 2014 a 2021 e uma movimentação que se aproxima aos 10% do PIB há quase uma década. 

A ideia principal dessas empresas é oferecer soluções de saúde inovadoras e que, para isso, têm um forte apoio da tecnologia

A partir disso, os produtos desenvolvidos são facilmente replicáveis — o que garante uma escalabilidade das empresas que já começa a atrair investimentos internacionais. 

Um exemplo real dessa expansão é a Hilab, startup que desenvolveu um produto para realizar o diagnóstico de doenças como COVID-19, HIV, dengue, malária, etc. de maneira portátil. São utilizadas algumas gotas de sangue e é feita uma análise de dados muito mais completa de cada paciente. 

Essa inovação brilhante garantiu à empresa um retorno de R$200 milhões em 2020 e aumentou mais de 50 vezes o número de pacientes. Além de desburocratizar o acesso à saúde de uma maneira rápida e fácil, ela diminui a falta de exames de sangue que existem no Brasil. 

Um dos objetivos dessa nova forma de pensar a saúde é intensificar o foco na prevenção de doenças já que a população brasileira está envelhecendo de maneira acelerada. Assim, é possível desafogar o sistema de saúde - tanto público quanto privado - que enfrenta muitos desafios na realização de um atendimento de qualidade. 

Mas além do diagnóstico e da prevenção, produtos com foco na gestão eficaz e no tratamento de doenças estão chamando muito a atenção das empresas. 

Melhorar a gestão e a eficiência dos atendimentos em saúde é um dos maiores problemas apontados pelos pacientes. Através da utilização de mecanismos com Inteligência Artificial e gestão de dados, a jornada do cliente se torna muito mais rápida. 

Isso é essencial para o bem-estar do paciente e para evitar a evolução dessas doenças, o que é benéfico para todos já que o tratamento de doenças já instaladas pode ser muito mais caro.

Além de acelerar a jornada, a tecnologia ajuda na humanização do atendimento já que os dados coletados contribuem para o processo de diagnóstico e tratamento. 

Com relação ao tratamento, o maior avanço foi a utilização da telemedicina, mas outras áreas também avançaram muito. 

Em especial o desenvolvimento de equipamentos robóticos para ajudar os médicos na cirurgias e de próteses inteligentes, que as tornam mais acessíveis e ajustadas para cada paciente. 

Dessa forma, as healthtechs conseguem realmente entregar um produto que tenha valor para seus clientes - que podem ser clínicas médicas, hospitais, laboratórios, etc. - e ainda oferecem alternativas significativas na redução de custos, algo que é especialmente importante neste setor em que eles costumam ser altos. 

Avanços na legislação

A pandemia trouxe muitos problemas sérios, mas ao mesmo tempo conseguiu expandir a mentalidade de muitos players no mercado de cuidados com a saúde, além de ter influenciado decisões políticas essenciais para que ele se expandisse. 

As mudanças legislativas a favor da telemedicina e das receitas eletrônicas ajudaram a tornar muito mais próximo o acesso à saúde já que não é preciso ir ao consultório presencialmente. Isso aumentou imensamente o mercado para os médicos e para as empresas de saúde. 

O PL 696/2020 foi sancionado e aprovado logo no começo de 2020, diante do isolamento social imposto pelo coronavírus. Outra lei sem a qual tudo isso seria impossível é a LGPD, que garante a proteção aos dados divulgados, por exemplo, em iniciativas de Open Health

O mercado de startups de plano de saúde

Essa metodologia inovadora das startups para os planos de saúde já soma mais de R$500 milhões — valor do faturamento das quatro principais health techs apenas: Alice, Leve, Sami e Qsaúde. 

A maioria delas tem o foco em pessoas físicas e têm aumentado rapidamente o número de clientes. A Alice, por exemplo, que até o final de 2020 tinha apenas 600 usuários ativos, já tem mais de 7.500 (um ano depois) e um crescimento de 20% ao mês mesmo com cobertura regional. 

O foco nos planos individuais e de pessoas com mais de 45 anos é um recorte de pessoas que estão desassistidas. Boa parte não tinha um plano de saúde até então justamente porque o que as operadoras tradicionais cobram é, muitas vezes, caro e ineficiente.

Para estas, é um público oneroso, porque o reajuste da ANS é menor do que as despesas médicas e os idosos têm mais demandas de atendimentos e intervenções.

A Sami é uma das startups mencionadas que atende empresas. E com a mesma mentalidade de atender quem não é o público-alvo das tradicionais: micro, pequenas e médias empresas. A justificativa é que os custos dos planos contratados são bem menos diluídos do que nas grandes empresas.

Ou seja, as healthtechs olham para uma faixa enorme da população que há muito tempo precisava de uma alternativa inteligente. Elas entendem as principais questões dos clientes combinando o uso de tecnologia e o foco no atendimento primário. 

Este, inclusive, foi comprovadamente o principal gargalo já que 80% dos atendimentos poderiam ser feitos em ambulatórios ao invés de lotar emergências - formato que aumenta as filas e diminui a qualidade do atendimento. Quem é que nunca foi diagnosticado com uma "virose", né? 

Os investidores também estão alinhados com a concepção das startups de plano de saúde no foco pela eficiência. 

Enquanto as jovens empresas optam por atendimento de qualidade em hospitais de ponta (como o Albert Einstein, em São Paulo), quem chama a atenção dos acionistas são as empresas que ainda não tem um público tão amplo, mas cujos produtos e serviços tem um valor mais alto justamente por priorizar a qualidade oferecida. 

Além disso, elas ainda têm muito potencial de crescimento

Vale mencionar também que todas essas empresas e a maioria das mais de 500 healthtechs estão localizadas no sudeste. Ou seja, ainda existe um enorme potencial de expansão para atendimento em todos os outros 22 estados brasileiros e para o DF. 

A inovação e tecnologia a favor das startups

Se você chegou até aqui já entendeu que não existe healthtech onde não há avanço tecnológico. Essa característica inclusive é presente nas startups (“techs”) de todos os segmentos. 

Ela é a base da inovação que torna possível a escalabilidade do negócio, fundamental para o sucesso de qualquer empresa. Afinal de contas, são justamente as previsões positivas sobre a multiplicação do seu valor que garantem esse investimento inicial. 

Escalar um negócio se torna possível a partir do momento em que os investimentos já não são tão necessários. Dessa forma ela consegue  se manter independente e ainda aumenta substancialmente os lucros. 

Uma das maneiras de garantir que isso aconteça é oferecer uma solução que atenda 100 ou 10 milhões de pessoas da mesma maneira. Algo parecido com o que a Netflix faz é que só é possível quando as dores dos clientes são conhecidas. Se o produto tiver condições técnicas de escalabilidade, mas não estiver alinhado de maneira profunda com a audiência, o crescimento não vai acontecer na prática. Por fim, ele também precisa ser fácil de ensinar. Isso agiliza e flexibiliza os processos internos, tornando as estratégias de crescimento muito mais eficazes. 

Como é possível perceber, existem muitas soluções e planos de saúde disponíveis — ou seja, muitas decisões para serem feitas.  Por isso, contar com o apoio de uma corretora é fundamental para realizar as melhores escolhas relacionadas ao plano de saúde e à gestão dos benefícios.

Escolher contar com uma corretora ao invés de buscar diretamente os planos de saúde trazem vantagens como:

  • diminuição do tempo gasto com tarefas operacionais como inclusão/exclusão de funcionários nos benefícios e revisão das faturas
  • valores mais atrativos na negociação com os planos
  • atendimento dos funcionários através de um canal de comunicação simples e direto liberando o RH de tirar dúvidas relacionadas ao plano ou a questões de saúde específicas
  • histórico médico individual de cada funcionário com dados que ajudam as empresas a pensar em ações e programas de prevenção 

Tudo isso é possível, mais uma vez, graças ao grande respaldo tecnológico como ferramenta para soluções inovadoras que vão além de um marketing bem feito. 

A revolução das startups no mercado de plano de saúde

Todo esse contexto de inovação, descobertas e novas maneiras de cuidar da saúde é um movimento muito revolucionário

Uma medicina individualizada, onde a saúde é muito mais do que não ter uma doença e cujos tratamentos até dos quadros mais complexos podem ter mais chances de resultados positivos. Os investimentos, que só aumentam, nos aproximam de um cuidado com a saúde mais próximo dos países desenvolvidos.

Por tudo isso, corretoras de planos de saúde podem ser uma escolha muito melhor para cuidar da saúde dos seus funcionários. Ações inovadoras com apoio tecnológico também podem desburocratizar, facilitar e agilizar o trabalho de gestão dos benefícios.

Além disso, um funcionário que não precisa pegar filas imensas no pronto-socorro e tem um atendimento com uma qualidade muito maior é um funcionário que vai estar muito mais engajado com o trabalho. Vai se sentir muito mais valorizado, grato e contente com a empresa

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