RH orientado a dados: como tornar o setor data driven

29/10/2021

Por

Larissa Reis

RH orientado a dados: como tornar o setor data driven

Data driven é mais um termo em inglês que profissionais de RH precisam conhecer. Na tradução livre, falamos em "orientado por dados", mas o que isso quer dizer?

Talvez você já saiba que o que o futuro reserva para o RH é uma atuação cada vez mais estratégica. Nesse cenário, é possível que o setor tenha influência cada vez mais determinante do sucesso da organização.

Esse futuro já começou, ainda que aconteça em ritmos diferentes conforme cada realidade. Em todo caso, para fazer parte, sua empresa precisa de um RH orientado a dados. Saiba mais!

Neste conteúdo você encontra:

O que é RH orientado a dados?

Um RH orientado a dados é aquele que coleta dados relevantes para a gestão de pessoas e para os negócios, analisa-os e os considera na tomada de decisões.

Isso significa, entre outras coisas, que falamos de um RH que mensura os resultados de suas ações por meio de indicadores de desempenho ― os famosos KPIs ― e métricas.

A importância da cultura data driven

Pode ser um pouco desafiador ser um RH orientado a dados. Assim, para que você não decida simplesmente deixar a ideia de lado, vamos abordar a importância dessa mudança.

A cultura data driven leva a uma gestão orientada por dados para que a tomada de decisões se torne mais segura e menos baseada em suposições. Isso se torna possível inclusive na antecipação de tendências.

Confira a seguir benefícios que revelam a importância de ser um RH data driven:

Otimização de recursos

Diversas questões na gestão de pessoas demandam análises, testes e reajustes; isso é perfeitamente natural. Entretanto, no melhor dos cenários, quanto menos tentativas, mais interessante.

Para que seu RH tenha mais clareza do que fazer, os dados são fundamentais. Os insights que a coleta de dados permite reduz o tempo, esforço e investimento feito para alcançar cada objetivo.

Isso porque um RH orientado a dados tem mais segurança quanto a quais decisões tomar no dia a dia.

Reduz custos

Outro benefício que está relacionado é a redução de custos atrelada à antecipação de problemas.

A coleta de dados estratégicos permite ao RH identificar tendências e antecipar situações. Dessa forma, pode tanto agilizar ações que solucionam problemas, evitando uma perda financeira mais significativa, quanto aproveitar melhor as oportunidades.

Melhora a gestão de pessoas

Para te ajudar a entender melhor toda essa questão de um RH orientado a dados, vamos a um exemplo que envolve o turnover.

A rotatividade de funcionários é um indicador que interessa a qualquer empresa. Se os profissionais passam pouco tempo na organização e logo partem em busca de outra oportunidade, algo provavelmente não vai bem.

Ainda que gerações mais novas não sejam tão apegadas à ideia de fazer carreira em uma mesma empresa, continua interessante pensar na retenção de talentos.

Um turnover elevado representa despesa para organização ― que precisa pagar as rescisões contratuais e investir em novos processos seletivos. Além disso, pode enfraquecer seu employer branding e torná-la um lugar pouco atrativo para trabalhar.

Coletar dados sobre a rotatividade e sobre a satisfação dos colaboradores, por exemplo, pode ajudar o RH a entender se o índice de turnover está alto e porquê. O que direciona à solução.

Como dissemos, o turnover é apenas um exemplo, e a cultura data driven se aplica a diferentes outras questões da gestão de pessoas.

Contribui para determinar o ROI

Verdade seja dita, uma das principais preocupações da alta-gestão das empresas é o investimento financeiro feito e que resultado obtido a partir daí.

Como um setor que atua diretamente com o capital humano, o resultado do trabalho do RH costuma ser pouco tangível.

Como indicar para a alta-gestão que os colaboradores estão mais felizes e motivados depois das ações de diversidade e inclusão, por exemplo?

Adotar a cultura data driven ajuda a reunir números que deixam esse tipo de informação menos abstrata. Assim, fica mais fácil também calcular o retorno sobre o investimento feito, o ROI.

People Analytics e a geração de dados para os recursos humanos

Atualmente, não dá para falar de um RH orientado a dados sem mencionar o People Analytics; um processo de coleta de dados pensado justamente para a gestão de pessoas.

Por ser tão relacionado a essa área, também é conhecido como RH Analytics e diz respeito à análise de dados para melhor compreender o comportamento das pessoas em uma organização.

A ideia é ter informações suficientes para prever situações de modo a evitar que problemas ocorram ou possibilitar que boas oportunidades não sejam perdidas.

Quer um exemplo de como algo assim funciona? Vamos sair do universo do RH por um instante, então.

Se você usa algum serviço de streaming de música ou filmes e séries, já deve ter recebido recomendações que, no fim das contas, eram mesmo a sua cara. Isso acontece graças à análise de dados usada para prever comportamentos.

Como fomentar a cultura data driven

Certamente, a evolução para um RH orientado a dados não ocorrerá da noite pro dia, sendo um processo gradativo. Para que isso aconteça, trouxemos dicas de práticas que podem contribuir para o fortalecimento da cultura data driven:

  • Estabeleça um relacionamento com a TI.

A cultura data driven ganhou forças e chegou a setores como o RH por causa da tecnologia. Hoje, existem diferentes ferramentas que facilitam a coleta de dados e fazem até a emissão automática de relatórios.

Sendo assim, a proximidade com a TI é interessante para pensar a escolha dessas tecnologias, sua implementação, bem como o acesso a dados de fácil entendimento, adequados aos propósitos da gestão de pessoas;

  • Busque pessoas com perfil analítico para o RH.

O RH é muito lembrado no momento das contratações, ajudando a desenhar o perfil ideal para cada vaga e a definir os cursos do processo seletivo. Nisso, só não pode esquecer de pensar na formação da própria equipe.

Um RH orientado a dados não pode se deparar com essas informações e não saber bem o que fazer. Profissionais que saibam traduzir o que os dados significam são de grande valia para as análises e decisões.

  • Forme parcerias com gestores de outros setores.

Se isso ainda não acontece, os demais setores da empresa precisam ser apresentados ao potencial estratégico do RH.

Isso porque, para uma gestão data driven focada no sucesso da gestão de pessoas, informações colhidas por diferentes departamentos podem ser muito úteis.

Assim, é interessante que o intercâmbio aconteça em via de mão dupla, ou seja, o RH também pode fornecer bons dados a esses gestores para que todos possam tomar melhores decisões.

Conclusão

A ideia de um RH mais estratégico não é tão recente. Ao longo de muitos anos, o setor tem evoluído de meramente burocrático a um lugar de protagonismo.

Por que? Porque o capital humano é um dos ativos mais valiosos de uma empresa e é o RH que faz essa gestão de pessoas. Para que consiga entregar resultados cada vez melhores, o setor precisa avançar.

Um dos recursos para esse avanço vem da transformação digital que, entre outras coisas, pode levar à existência de um RH orientado a dados.

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