Júnior, pleno ou sênior: como funcionam os níveis hierárquicos nas empresas?

10/11/2021

Por

Larissa Reis

Júnior, pleno ou sênior: como funcionam os níveis hierárquicos nas empresas?

De um modo geral, a gente tende a acreditar que "júnior" é a classificação dos profissionais recém-chegados ao mercado e que "sênior" indica aqueles com anos de experiência. Será que é só isso?

O nível de senioridade nas empresas é um mistério para muitas pessoas colaboradoras e, por vezes, até mesmo para o RH. Isso porque os métodos de avaliação não são muito difundidos e as dúvidas acabam surgindo.

Neste post, vamos te ajudar a entender melhor toda essa conversa de júnior, pleno e sênior. É uma explicação para levar por toda a vida profissional. Confira!

Neste conteúdo você encontra:

O que é nível de senioridade?

O nível de senioridade é uma classificação que indica como um trabalhador é visto com base na sua maturidade profissional e na complexidade das tarefas que desempenha.

Comumente, essa classificação varia entre júnior, pleno e sênior. Entretanto, o trainee pode aparecer no estágio mais inicial e, depois do sênior, o colaborador pode atingir o nível master.

É importante dizer que não existe um padrão para a definição do nível de senioridade, ainda que seja possível encontrar tabelas baseadas em anos de experiência em pesquisas na internet.

A classificação pode mudar de uma empresa para a outra justamente pelo fator "complexidade das tarefas" que apontamos anteriormente. Isso tem a ver com as atribuições dos cargos em cada organização.

Qual a definição de profissionais júnior, pleno ou sênior?

Ainda que não haja uma classificação padrão, há quesitos que ajudam a entender como definir profissionais júnior, pleno e sênior. Veja só:

Nível júnior

Para muitos profissionais, o nível júnior representa o início da carreira. Assim, é natural que tenham habilidades ainda em desenvolvimento e muito a aprender.

Buscando uma média de tempo, muitas empresas entendem que um profissional que tem até cinco anos de experiência é júnior, mas isso não é ciência exata.

Por diferentes fatores, existem profissionais que se mantêm como júnior por mais tempo e outros que avançam nos níveis de senioridade mais rapidamente.

Nível pleno

Como você já deve ter inferido, o nível pleno é intermediário. Com isso em mente, entende-se que são profissionais que já acumulam algum conhecimento e, por isso, desempenham tarefas mais complexas e com mais autonomia.

Para alcançar esse nível de maturidade mais elevado em relação ao júnior, profissionais plenos são aqueles que têm entre cinco e dez anos de experiência, ainda que isso não seja regra.

Nível sênior

Na hierarquia júnior, pleno e sênior, chegamos ao nível mais avançado e que reflete uma parte significativa da evolução profissional de uma pessoa no mercado de trabalho.

Com uma rotina bem mais complexa, esse colaborador tem maturidade suficiente tanto para ter poder de decisão quanto para assumir cargos de liderança.

Aqui, falamos de maturidade profissional e de inteligência emocional. Um conjunto de hard skills e soft skills desenvolvidos ao longo do tempo.

Profissionais com mais de dez anos de experiência em determinada área são considerados sênior, mas, novamente, isso não é regra.

Chegar a esse nível de senioridade é um desafio. Por essa razão, não é incomum encontrar profissionais com muitos anos de mercado que seguem no nível pleno.

Sempre tenha em mente que o tempo de experiência não define tudo, ok?

A importância para a empresa e para os colaboradores

Entender a diferença entre júnior, pleno e sênior é importante para organizações e seus RHs e também para os profissionais. Vamos te explicar o porquê.

Importância para as empresas

Para operar bem, uma empresa precisa definir sua estrutura interna. Entre outras coisas, isso significa ter um plano de cargos e salários definido e um plano de carreira também.

Junto à alta gestão, o RH só descobrirá qual o salário a organização pode oferecer para cada cargo se entender a diferença de complexidade e exigência de cada um.

Ter isso em mente é fundamental para que nada vire bagunça. Considere, por exemplo, que uma agência pode ter redatores de nível júnior, pleno e sênior e que suas atribuições diferem, assim como sua remuneração.

Gerenciamento de orçamento para RHs

Importância para profissionais

Ainda que cada empresa defina júnior, pleno e sênior com base em seus parâmetros, há uma referência geral e os profissionais não ficam totalmente à mercê dos empregadores.

Por exemplo, se um trabalhador sabe que tem nível pleno não vai se candidatar a uma vaga de nível júnior ou aceitar um salário que não condiz ao seu nível de maturidade profissional.

Isso também se aplica à evolução na carreira dentro de uma organização.

O impacto no plano de carreira

E já que mencionamos a relação entre a definição entre júnior, pleno e sênior e o plano de carreira, vamos detalhar um pouco melhor o que o RH precisa ter em mente.

Hierarquia de gestão

Lembra-se de que dissemos que o nível de autonomia muda? Isso interfere no quanto cada colaborador precisa de apoio e supervisão no dia a dia.

  • Nível júnior: esses profissionais precisam de mais orientação para realizar seu trabalho, exigindo um acompanhamento maior das lideranças para saber o que fazer e aprender no dia a dia.

Por essa razão, e por sua pouca experiência, recebem tarefas com menor nível de complexidade. Algo que condiz com o nível mais baixo de exigência de competências para ocupar a posição; 

  • Nível pleno: por sua vez, profissionais de nível pleno conquistaram conhecimentos e habilidades com a experiência e, por isso, estão em um nível superior da hierarquia.

Assim, suas rotinas têm tarefas com nível de complexidade mais elevado e os colaboradores tem mais autonomia para tomar algumas decisões.

Podem, inclusive, participar mais ativamente das conversas que vão orientar as decisões de seus líderes;

  • Nível sênior: já os profissionais de nível sênior costumam estar no topo da hierarquia, embora abaixo da diretoria da empresa.

Por acumular anos de experiência, suas rotinas têm ampla complexidade de tarefas e bastante liberdade para tomar decisões sobre planejamento estratégico, coordenar e delegar tarefas.

Salário

Com toda essa diferença, é claro que o salário também muda. Temos uma clara evolução de júnior, pleno e sênior e a remuneração precisa refletir isso.

Cada empresa tem seu próprio plano de cargos e salários, mas vale saber que a variação pode ser de até 50% entre os diferentes níveis de senioridade.

Um colaborador de nível sênior pode ter uma remuneração até quatro vezes maior do que um júnior, ainda que essa também não seja uma questão muito engessada.

Importante! Nada disso vem "de graça". Além do tempo, as qualificações também contribuem. Muitos profissionais buscam um MBA para evoluir de júnior a pleno, por exemplo.

Nível de responsabilidade

O tempo de experiência e o ganho de competência se refletem em mais responsabilidade. Veja como isso se aplica:

  • Nível júnior: por serem profissionais recém-formados, têm menos responsabilidades, assumindo principalmente tarefas simples;
  • Nível pleno: o conhecimento adquirido no dia a dia permite que esses profissionais assumam tarefas mais complexas que, naturalmente, são mais importantes.

Isso faz com que o nível de responsabilidade seja mais elevado e todos esses fatores habilitam esses colaboradores a serem um apoio às lideranças no dia a dia;

  • Nível sênior: como vimos, profissionais sênior tendem a assumir cargos de liderança e isso deixa claro que seu nível de responsabilidade é bastante elevado.

Várias decisões estratégicas, assim como a gestão de equipes podem depender de seu desempenho, o que pode ser decisivo para o sucesso de um projeto e do próprio negócio.

Conclusão

Para as empresas, contar com profissionais júnior, pleno e sênior é interessante. Isso permite que diferentes níveis de responsabilidade sejam atribuídos e que uma boa dinâmica de trabalho se desenvolva.

Em todo caso, precisa estar claro que os colaboradores evoluem nos níveis hierárquicos com base em suas próprias ambições, mas também nas oportunidades que a organização cria.

Além do plano de carreira, boas lideranças e ações para o desenvolvimento de habilidades técnicas e não-técnicas são bem-vindas.

Gostou do conteúdo? Entenda qual o papel do RH no desenvolvimento da inteligência emocional nas empresas!

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