Remuneração variável: vantagens, como calcular e primeiros passos

29/7/2021

Por

Aline Oliveira

Remuneração variável: vantagens, como calcular e primeiros passos

Manter um time engajado é um grande desafio para as empresas, independentemente do tamanho e segmento em que atuam. Nesse sentido, trouxemos um assunto que trata de um dos principais motivadores para os colaboradores, que é a remuneração variável.

Ainda que uma boa gestão de benefícios e planos de desenvolvimento de carreira sejam importantes recursos para atrair e reter profissionais, não podemos negligenciar o poder que um programa de remuneração variável tem para engajar as pessoas diariamente.

No entanto, esse tipo de estratégia deve oferecer benefícios para ambas as partes, pois, do contrário, será um desperdício de esforços na tentativa de manter o empenho interno e a lucratividade da companhia. Quer entender como a remuneração variável pode ser implementada de forma estratégica? Vem com a gente!

O que é remuneração variável

A remuneração variável, também conhecida como RV, é um tipo de remuneração que adota um método de reconhecimento por recompensa pelo alto desempenho do colaborador. Ela é composta de acordo com os critérios definidos pela empresa para que ele receba essa remuneração além do salário.

Sim, o salário contratual não é a mesma coisa que remuneração variável, pois essa é um recebimento extra, um prêmio para quem teve um desempenho superior. Assim, independentemente do quanto a empresa paga mensalmente ao colaborador, ele poderá receber variações que complementarão o salário.

Por isso, a RV pode ser aplicada por meio de bonificações, comissões, participação nos lucros, entre outras maneiras. Essa é uma excelente estratégia para engajar o time, mas a organização também recebe vários benefícios. Acompanhe a seguir.

Os benefícios de criar um programa de remuneração variável

Entre as principais vantagens de investir em um programa de remuneração é que ele é visto como uma forma de redução de vários custos fixos internos, pois o valor a ser pago pode variar mês a mês, sendo correspondente e proporcional aos ganhos obtidos pela companhia. Além disso, a RV:

  • reforça a valorização dos colaboradores e o desempenho de cada um;
  • estabelece uma política justa por meio da meritocracia, uma vez que quem se esforçou mais, tende a receber mais;
  • fortalece a cultura de valorização da empresa e isso ressalta a marca como boa empregadora;
  • aumenta a produtividade, já que os colaboradores estarão mais determinados a cumprir a meta para ganhar mais.

Como funciona a RV na prática

Uma das formas mais clássicas de implementação da remuneração variável é a que é adotada pelo comércio de maneira geral. Você já deve conhecer, veja: o trabalhador recebe um salário na carteira — por exemplo, R$ 1.100 —, e ao atingir sua meta, esse salário é acrescentado com bonificações e comissões.

Porém, apesar de a prática ser regulamentada por lei, não há uma regra exata que determine políticas de implementação da remuneração variável pelas empresas. Assim, cada organização pode adotar critérios particulares e que sejam de acordo com a realidade do negócio. 

As principais modalidades de remuneração variável nas empresas

Existem diversas formas de adotar a RV e, como dissemos anteriormente, ela pode variar diante das políticas de cada empresa. No entanto, selecionamos os principais tipos utilizados pelo mercado para você se inspirar:

Bônus financeiro

Essa é uma modalidade na qual o colaborador recebe bônus em dinheiro junto do salário ou por períodos de tempo, como quando a empresa atinge uma meta em determinado período, por exemplo.

Recompensa com experiências

Essa é uma alternativa bem interessante para organizações que não podem adotar recompensas financeiras, diretamente no salário, mas que realizam parcerias com outras empresas e podem oferecer viagens, vales-presentes, ingressos para programas de lazer, entre outros.

PPR e PPL

Essas são duas formas de bonificação atreladas aos resultados da companhia. O Programa de Participação nos Resultados (PPR) é a famosa comissão de vendas, prática bastante utilizada pela área comercial. Nela, são estabelecidas metas e, ao alcançá-las, o colaborador recebe a variação em um percentual de vendas totais da empresa.

Já no Programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) — que é um dos benefícios mais valorizados pelos funcionários — o colaborador recebe a bonificação se a empresa lucrar em determinado período e esses valores costumam ser bastante atrativos. Essa é uma estratégia que aguça o sentimento de pertencimento do trabalhador.

Como calcular a RV

O cálculo desse tipo de remuneração varia de acordo com a modalidade escolhida pela organização. Se a empresa adota a comissão mensal, a conta será diferente de quando paga a PLR por exemplo.

Vale lembrar que a PLR pode ser calculada de forma diferente para cargos diferentes. Isso quer dizer que um gestor de área pode ter um percentual diferenciado dos colaboradores que lhe são subordinados. 

Já com a PPR, o trabalhador deverá ter direito à totalidade das comissões ou bonificações que estão atreladas ao seu desempenho quando ele atingir sua performance em 100%. 

Primeiros passos para criar um programa de remuneração variável na sua empresa

É sempre importante ter em mente que um plano de remuneração variável precisa ser vantajoso para a empresa e para as pessoas que trabalham nela e que serão remuneradas pelo seu desempenho. 

Porém, a empresa precisa ter alcançado o resultado para ter o que distribuir, certo? Por isso, quando você for criar um plano de remuneração variável, é preciso ter alguns cuidados, e esses abaixo estão entre os mais importantes.

Escolha uma modalidade acessível  

A acessibilidade, neste caso, tem a ver com um formato de pagamento no qual seja acessível aos colaboradores cumprir as metas para poder receber os bônus, mas também que seja exequível para a companhia fazer os devidos pagamentos. Além disso, o tipo de remuneração variável deve ser coerente com o modelo de negócio.

Invista em um bom sistema de gestão de desempenhos

Para esse tipo de implementação é essencial contar com um sistema automatizado e que permita fazer a mensuração dos resultados de forma consistente e confiável. 

Mas por que automatizado? É muito importante que o sistema seja assim para não haver erros ou avaliações enviesadas, pois quanto mais isentas de opinião pessoal, melhor.

Porém, se não for possível que as informações sejam lançadas em uma plataforma desse tipo, é fundamental que o mecanismo de análise do desempenho do time seja feito de forma confiável e que todos saibam exatamentecomo, quando, onde e quem” realiza essa mensuração

Esse fator é tão significativo que nos leva a falar do seu desdobramento no próximo tópico. Continue a leitura!

Proponha critérios que sejam claros a todos

Quando a empresa decide por implementar um programa de remuneração variável, ela deverá ter em seu planejamento de métodos claros — tanto para quem ganha quanto para quem não ganha —, assim como contas que sejam simples de se fazer e de fácil compreensão, tanto para os gestores quanto para os colaboradores

Cálculos rebuscados e que ninguém entende só tendem a gerar desconforto ou desconfiança internamente, pois os profissionais podem questionar quais foram os critérios ou como foi feita a conta que definisse o valor da sua remuneração ou a inexistência dela. 

Ainda, se a metodologia de cálculos não for clara e acessível a todos, o engajamento para correr atrás dos objetivos também tende a diminuir, uma vez que os colaboradores podem sentir que as políticas não são transparentes o suficiente. Por isso, invista no simples e verá que esse é o melhor caminho.

Tenha uma visão sistêmica do negócio

Já parou para pensar quantos são os processos envolvidos na gestão da remuneração variável? Todos os sistemas da organização precisam estar interligados para que o planejamento de RV seja eficiente e não atenda a só um objetivo. Saiba que todas as metas estão entrelaçadas. 

Por exemplo: se a companhia tem uma meta determinada para crescimento de mercado e precisa vender mais para isso — e a remuneração dos profissionais está associada a esse plano —, ela precisa alinhar esse objetivo à meta de produção, à de logística, à de pós-venda, entre outros.  

Veja, se os colaboradores estão engajados em vender mais e alcançam as suas metas, mas os clientes não contam com um bom serviço de entrega e de atendimento posterior, isso pode levá-los a cancelar a compra, o que impactará todos os resultados da organização. Por isso, todos os processos devem ser pensados em conjunto.

Por fim, não se esqueça que toda estratégia que envolve os colaboradores e, principalmente, a remuneração deles, deve ser muito bem planejada para que ela ofereça os benefícios a que se propõe. 

Assim, se o programa de remuneração variável não for bem-sucedido, ele poderá impactar não só o caixa da organização, mas também todo o relacionamento com o time, refletindo em alto turnover, insatisfação interna, clima organizacional ruim e muitos outros pontos negativos.

Se você gostou de aprender um pouco mais sobre remuneração variável pode se interessar também por um assunto importante e que também envolve custos para a organização. 

Por isso, hoje deixamos nosso e-book Gerenciamento de orçamento para RH para complementar sua leitura. Este é o link para você receber o material diretamente no seu e-mail e ler quando quiser!

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