Bem-estar financeiro e mental nas empresas como produtividade e retenção

Por

Camila Lacerda

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Camila Lacerda

Atualizado em

Publicado em

28/6/22

O que é bem-estar financeiro para você? Estar bem financeiramente pode ser bastante relativo para as pessoas: algumas acreditam que consiste na capacidade de honrar as dívidas; outras de realizar projetos pessoais; e para outras é o fato de se sentir seguro para enfrentar problemas no futuro.

Porém, apesar de diferentes pontos de vista e finalidades, tenha em mente que o bem-estar financeiro se resume, basicamente, em uma coisa: ter dinheiro para algo. E por que isso é tão importante e merece atenção das empresas?

Se uma pessoa não tem dinheiro para comprar ou realizar o que deseja ou se preparar para o futuro, há reflexos diretos na sua saúde mental, pois esse tipo de escassez é um dos fatores que mais influenciam a qualidade de vida das pessoas. 

Vamos falar sobre isso neste artigo, e você vai entender como a empresa pode ajudar seus colaboradores a serem mais felizes financeiramente e como usar isso a favor dos resultados e do bem-estar organizacional. Acompanhe!

Qual é a relação entre bem-estar financeiro e bem-estar mental

Bem-estar financeiro envolve tranquilidade, independência e liberdade em relação ao uso do dinheiro. Ter esse bem-estar é um desejo para a maioria das pessoas, certo? Mas, mesmo sendo um ideal a ser conquistado, a sociedade enfrenta problemas financeiros, de modo geral.

Uma pesquisa já revelou que 54% dos entrevistados acreditam que não conseguir juntar dinheiro é o principal desafio financeiro. Essa mesma pesquisa constatou que o brasileiro “está cansado de trabalhar apenas para pagar contas”.

É inegável a influência que estar com a vida financeira mal resolvida exerce no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas. 

No trabalho, isso não é diferente, pois é a relação “ganha-pão” das pessoas. Por isso, essa relação deve ser saudável para ambas as partes e, ao longo deste artigo, você verá como a empresa pode fazer a sua parte.

Os impactos pós-pandemia

A vinda da pandemia de covid-19 foi um dos mais importantes marcos na vida da população atual e, junto do medo de adoecer e de perder entes queridos, vieram as preocupações com dinheiro para se manter, para investir em tratamentos de saúde e o medo de perder o emprego.

Com a conscientização das empresas em adotar uma gestão mais humanizada, não só durante a pandemia novos movimentos foram feitos — como adequação ao home office para preservação da saúde do time —, mas também a necessidade de estreitar a relação entre companhia e colaborador.

Diante de um período tão conturbado para todos, as organizações têm pensado em formas de serem cada vez mais relevantes na vida do colaborador e, claro, o aspecto financeiro é grande parte disso. 

Por isso, essas ações devem ser priorizadas mesmo no pós-pandemia, com a oferta de bons planos de saúde e incentivos monetários se possível. Esses, junto de outras medidas como o fortalecimento da cultura e do bom clima organizacional, se tornam elementos que contribuem para a empresa ser cada vez mais um bom espaço para estar.

Por que o bem-estar financeiro e mental importam para os colaboradores

Um estudo divulgado no Estadão já constatou que 97% dos brasileiros revelaram ter dificuldade para lidar com as próprias finanças, enquanto 46% relatam que preferem nem olhar para o próprio dinheiro, pois acham que podem estar fazendo algo errado em termos financeiros.

Esses dados podem assustar, mas é a realidade para grande parte dos brasileiros. Muitas pessoas encaram esse assunto com medo e acreditam que lidar bem com o dinheiro é algo impossível. Daí, surgem os tabus de que quem tem dinheiro “é rico” ou que é impossível juntar dinheiro para ter uma vida melhor.

Tudo isso acaba gerando impactos significativos na vida dos colaboradores que, preocupados em resolver essas situações, se veem presos e sem saber como agir. Certamente, quando a cabeça está cheia de preocupações, o trabalho tende a ser prejudicado.

Por isso, estar bem financeiramente importa não só para os colaboradores como também para na empresa, pois reflete diretamente:

  • na produtividade do colaborador;
  • na taxa de retenção, pois há trabalhadores que pedem demissão para utilizarem o acerto no pagamento de dívidas;
  • no foco no dia a dia de trabalho, influenciando nas taxas de presenteísmo;
  • nas taxas de absenteísmo, já que os colaboradores podem adoecer mentalmente devido aos problemas financeiros e, com isso, precisarem se ausentar mais vezes do trabalho;
  • no engajamento com as atividades diárias. 

Como a empresa pode ajudar no bem-estar do colaborador

A empresa também é responsável pelo bem-estar financeiro do colaborador, mas como fazer com que o bem-estar financeiro esteja alinhado com o bem-estar mental? Acompanhe algumas dicas.

Promova a educação financeira

Falar em educação financeira nas empresas pode parecer algo distante da realidade do RH, mas saiba que esse é um papel essencial da empresa que busca ter times mais prósperos e felizes no ambiente de trabalho.

No dia a dia, é possível implementar atividades como palestras sobre educação financeira aplicada à realidade do colaborador; discussões ou rodadas de conversas sobre endividamento, investimentos, equilíbrio financeiro, entre outros. Outra boa medida é investir em cursos de educação financeira para os funcionários.

Mapeie as necessidades dos colaboradores

Entender as necessidades dos colaboradores consiste em criar um programa de bem-estar financeiro. Isso significa implementar diversas ações olhando para o que seu time está precisando naquele momento e levar discussões para a alta liderança e avaliar a implementação. Algumas dicas nesse sentido são:

  • oferecer benefícios realmente competitivos, com uma boa gestão, como planos de saúde (sem coparticipação ou com pequena taxa, por exemplo), vale-refeição condizente com a realidade local, entre outros auxílios que auxiliem o colaborador financeiramente;
  • identificar casos em que o colaborador pede adiantamentos ou aumentos com frequência e entender os motivos disso;
  • avaliar se o time prefere receber adiantamentos ou o pagamento integral apenas uma vez por mês;
  • oferecer programas de incentivo financeiro.

Conheça a taxa de turnover

Identificar o turnover da sua empresa é fundamental para identificar os motivos que levam os colaboradores a saírem, pois, como visto anteriormente, há quem peça demissão apenas para contar com o dinheiro da rescisão.

Por isso, ao identificar o percentual de saídas da companhia, reflita se elas acontecem de forma voluntária ou não, quais são as principais queixas de quem pede demissão, faça uma pesquisa com quem está saindo da empresa, entre outras ações nesse sentido.

Tenha empresas parceiras

É importante ter empresas que possam ajudar a proporcionar o bem-estar financeiro, na saúde mental e saúde física do time. Parceiros que ajudem a identificar quais são as reais necessidades dos colaboradores e como implementar e gerir os benefícios de forma correta e estratégica.

Tenha em mente que parceiros especializados no assunto podem ter uma visão mais abrangente dos problemas financeiros das pessoas e sabem como auxiliar a sua companhia de forma mais efetiva, visando o bem-estar financeiro de todos, inclusive do caixa da sua empresa.

Gostou de entender melhor os impactos que o bem-estar financeiro causa na vida e na rotina do seu time? Aproveite para assinar a nossa newsletter para receber no seu e-mail mais conteúdos como este.

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