Burnout e estresse no trabalho: como o RH pode ajudar os colaboradores?

3/6/2021

Por

Carolina Lais

Burnout e estresse no trabalho: como o RH pode ajudar os colaboradores?

De acordo com dados da International Stress Management Association (ISMA), 33 milhões de brasileiros sofrem com o esgotamento profissional — a chamada síndrome de burnout.

A pesquisa feita em 2018 e publicada em 2019 também aponta que o Brasil é o segundo país do mundo com maior índice de casos do distúrbio.

Se a sua empresa está preocupada com o bem-estar e saúde dos seus profissionais, é muito importante entender o que é a síndrome burnout e, principalmente, como a organização pode ajudar a evitar o esgotamento dos colaboradores, acompanhe este conteúdo até o final. 

Neste artigo, vamos tratar os seguintes temas:

O que é o burnout no trabalho?

Todo mundo vive dias ou até mesmo fases estressantes no trabalho. Isso é natural, por exemplo, quando estamos trabalhando para entregar um projeto importante ou vamos encarar uma mudança de cargo. Se sentir mais irritado ou ansioso nesses momentos não significa necessariamente estar com  burnout.

A síndrome burnout é um distúrbio psíquico relacionado ao esgotamento mental e físico no trabalho, que foi descoberto pelo psicólogo Herbert Freudenberger em 1974 e que tem ganhado cada vez mais destaque no estilo de vida moderno. 

Em 2019, a OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu a síndrome e ela foi incluída na  Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, a CID-11, que vai entrar em vigor no primeiro dia de 2022. 

Trata-se de um longo período de tensão emocional e estresse crônico que podem ser provocados por diversos fatores individuais e do ambiente de trabalho que a pessoa está inserida. Confira as principais causas:

  • excesso de cobrança;
  • ambiente e condições de trabalho inadequadas;
  • desvalorização profissional;
  • longas jornadas de trabalho;
  • muita responsabilidade;
  • grande volume de trabalho;
  • conflitos com colegas;
  • problemas financeiros;
  • alta competitividade;
  • pouco tempo de descanso.

Por conta das características que descrevemos acima, é comum que a síndrome de burnout atinja profissionais que tenham que atuam com envolvimento interpessoal e trabalham por muitas horas sob pressão, como jornalistas, médicos, enfermeiros, policiais e atendentes de telemarketing.

No entanto, qualquer profissional pode ter esgotamento por conta do trabalho, independentemente da idade, nicho de atuação ou tempo de experiência. Inclusive, os workaholics, que são pessoas viciadas no trabalho, têm tendência a sofrer com esse distúrbio. 

Quem está com burnout pode apresentar os seguintes sintomas:

  • dores de cabeça;
  • insônia;
  • alterações de humor;
  • cansaço;
  • desinteresse;
  • falta de atenção;
  • problemas de memória;
  • quedas de cabelo;
  • problemas com alimentação;
  • não conseguir se desligar do trabalho;
  • baixa estima;
  • sensação de incapacidade;
  • tonturas;
  • entre outros.

Diferença entre estresse e burnout

É comum que as pessoas tenham dificuldade em diferenciar estresse e burnout que, como vimos, é um estresse crônico provocado por exaustão no trabalho. 

O estresse "convencional" é uma reação natural do corpo humano e acontece quando o nosso organismo nos coloca em estado de atenção. Apesar de também provocar alterações físicas e emocionais, o estresse não é uma doença, e se acontecer só em determinadas situações, pode ser visto como algo normal. 

Afinal, que adulto não passa por situações estressantes de vez em quando, não é mesmo? Ele pode ser provado por conflitos na família, problemas no trabalho, problemas em relacionamentos amorosos, entre outras razões. 

No entanto, é preciso ter atenção! Quando ficamos muito estressados, sentindo essa exaustão e irritabilidade por muito tempo, podemos sofrer com problemas de saúde, como doenças intestinais, insônia, alergias, doenças de pele e a síndrome de burnout. 

Veja alguns sintomas que podem surgir quando estamos estressados:

  • batimentos cardíacos acelerados;
  • alterações na respiração;
  • cansaço;
  • roer unhas;
  • dificuldade de memorização;
  • excesso de preocupação;
  • dificuldade de concentração;
  • irritabilidade. 

Apesar da semelhança de muitos sintomas, você consegue perceber a diferença entre estresse e burnout? 

O estresse excessivo e prolongado causado pelo trabalho pode ser entendido como burnout, mas se o estresse for algo corriqueiro ou mesmo se for intenso e provocado por questões não relacionadas ao emprego, não se trata de burnout. 

Se você ainda está em dúvida de como diferenciar um estresse aceitável e um estresse excessivo relacionado ao trabalho, clique aqui para responder o nosso quiz e entender qual é o seu nível de estresse e o que você pode fazer para melhorar. É anônimo e gratuito! 😉

O impacto do burnout na sua empresa

Ninguém consegue entregar bons resultados quando está exausto, desanimado e extremamente estressado. Por isso, como não poderia ser diferente, o burnout afeta diretamente a produtividade dos colaboradores. 

A baixa efetividade das entregas individuais e do time não são os únicos pontos impactados pelo burnout, veja a lista de questões que podem ser observadas na sua empresa por conta desse estresse crônico:

Primeiros sinais de um colaborador exausto

O diagnóstico de burnout só pode ser realizado por um psiquiatra ou psicólogo. Entretanto, a empresa pode e deve ficar atenta aos primeiros sinais para conseguir auxiliar o colaborador no que for preciso. 

Geralmente, um colaborador exausta apresenta:

  • sensação de esgotamento físico e mental;
  • dificuldade em manter a concentração;
  • baixa produtividade;
  • mudanças bruscas de humor;
  • doenças frequentes;
  • atrasos e ausências injustificadas;
  • baixa autoestima.

Como o RH pode evitar o esgotamento no trabalho?

Existem inúmeros fatores que podem levar um funcionário a ter burnout, mas a boa notícia é que a empresa pode tomar medidas para evitar que essa síndrome afete os seus colaboradores. 

Vale lembrar que esses cuidados precisam ser redobrados no período da pandemia da Covid-19, em que o mundo passa por um momento complicado e muitos colaboradores precisam se adaptar a uma nova rotina — seja no home office ou tendo que cercar de cuidados para trabalhar presencialmente.  

Dê uma olhada nas dicas que separamos!

Ofereça boas condições de trabalho

Todos os colaboradores possuem recursos, ferramentas e estrutura para executar o trabalho para que foram designados? Se a resposta for não, é indispensável agir para fazer as mudanças necessárias.

Afinal, quer coisa mais desapontante do que estar dando o seu melhor para entregar as demandas no prazo e não conseguir por problemas em uma máquina que não funciona bem há meses?

Além das questões estruturais, é necessário observar se existem cargas extras de trabalho. Pode acontecer, por exemplo, de um profissional estar com muitas responsabilidades por ter absorvido atividades de outros setores. 

Invista em comunicação interna

Assim como em qualquer tipo de relação, o diálogo é essencial para construir um relacionamento saudável entre a empresa e os funcionários. 

A comunicação interna precisa estar em dia para garantir que o colaborador saiba exatamente o que a organização espera dele e também para que ele se sinta confiante para falar sobre suas dificuldades, medos, ideias.

Isso sem falar que manter uma boa comunicação interna melhora o ambiente de trabalho, alivia a pressão, melhora a produtividade e evita conflitos entre os funcionários. 

As avaliações de desempenho, a utilização de OKRs, pesquisas de clima, disponibilização de canais de comunicação e treinamentos são exemplos de ferramentas que podem ajudar nisso.

Valorize os funcionários 

A desvalorização, sentir que o seu trabalho não está sendo reconhecido, é uma situação que pode agravar ou ser o estopim para o esgotamento profissional. 

Para evitar isso, a valorização dos colaboradores precisa sair do discurso e ir para a prática, no dia a dia do negócio.

Criar planos de carreira, oferecer bons benefícios, criar uma cultura de feedback, são medidas importantes para fazer com que isso aconteça.

A saúde mental e física dos trabalhadores é um assunto muito sério, que precisa ser debatido e tratado sem tabu pelas empresas. O burnout é um grave problema de saúde e o RH precisa estar preparado para identificá-lo e, principalmente, evitar que ele atinja os colaboradores.


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