VCMH: como a inflação médica impacta os custos da sua empresa

24/5/2021

Por

Aline Oliveira

VCMH: como a inflação médica impacta os custos da sua empresa

Conhecida como a inflação médica hospitalar, a Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH) é um dos principais índices utilizados para medir a alteração dos preços dos serviços de saúde. Mas, como esse índice impacta os beneficiários dos planos e seguros de saúde?

Ainda que haja a percepção de que a inflação médica sempre varia acima da inflação oficial do país, é preciso ter em mente que existem outras variáveis que compõem o sobe e desce dos preços dos planos de saúde suplementar.

O curioso é que um dos principais fatores para essa variação está, justamente, nas mãos das empresas, especificamente, sob a responsabilidade de uma boa gestão de benefícios por parte do RH. Você sabia disso? 

Vem com a gente para entender como isso funciona e como reduzir os custos com esses serviços.

Neste conteúdo, você vê:

O que é a VCMH

A Variação dos Custos Médico-Hospitalares é uma medida da variação do custo médico-hospitalar per capita incorrido pelas operadoras de planos e seguros de saúde com a assistência a seus beneficiários. No Brasil temos como referência o Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS), que coordena estudos anuais para calcular a VCMH.

De acordo com o IESS, a metodologia utilizada para medir a VCMH é reconhecida internacionalmente e aplicada na construção de índices de variação de custo per capita em saúde nos Estados Unidos, como o S&P Healthcare Economic Composite e Milliman Medical Index.  

A variação de preço ocorre pela análise dos valores das despesas médicas de um ano contra o outro e não leva em consideração os efeitos sazonais. Esse índice é um dos fatores de reajuste que são obrigatórios constar em contrato com a prestadora do plano de saúde. 

Fatores considerados para o cálculo da VCMH

A VCMH é calculada levando-se em consideração quatro pilares básicos:

1. Período de apuração

É necessário considerar a variação dos preços dos últimos 12 meses imediatos, ou seja, do ano anterior, para que o cálculo seja fidedigno com a realidade praticada pelas operadoras de serviços de saúde. Não é possível, por exemplo, comparar a variação dos planos em 2020, utilizando os dados de 2018.

2. Custo das operadoras

Aqui, são considerados os custos com serviços de saúde praticados pelas operadoras no mesmo período, como consultas, exames, internações, terapias, entre outros. Com isso, os serviços que são mais utilizados pelos beneficiários são os que tendem a sofrer mais aumento dos preços, a partir dos valores já praticados pelas operadoras.

3. Amostra

É uma porcentagem do total de beneficiários dos serviços de saúde, em todas as regiões do país, utilizada como amostra para se chegar à variação. Normalmente, considera-se o percentual de 10% do total de usuários da Saúde Suplementar pelo Brasil.

4. Ponderação

Para fechar o cálculo, é feita uma ponderação pelo tipo de plano — se é básico, intermediário, superior ou executivo, por exemplo — para garantir a exatidão na mensuração da VCMH. Por isso, na hora de fazer a análise, é preciso identificar o padrão do plano indicado no estudo para entender melhor de que forma se deu essa variação.

Impacto da inflação médica no reajuste dos planos de saúde

A VCMH é um fator importante que contribui para o aumento no custeio dos serviços de saúde da empresa, certo?

É um indicador que precisa ser compreendido, mas que, na realidade, é uma ocorrência comum e que depende de outros fatores externos e não diretamente da empresa, assim como a inflação de outros produtos e serviços.

Porém, também é fundamental chamar a sua atenção para outro fator muito relevante para o entendimento de quem trabalha com gestão de benefícios, que é a sinistralidade do plano de saúde. 

Saiba que é a demanda pelos procedimentos que mais impactam no reajuste dos preços dos serviços de saúde. Se isso lhe pareceu confuso, continue a leitura, pois explicamos qual é a relação da empresa com o aumento nos custos com planos de saúde.

O que é sinistralidade

Falamos que a sinistralidade é outro fator relevante a ser considerado (e obrigatório) para calcular a inflação dos custos dos serviços médico-hospitalares. Mas o que é, de fato, a sinistralidade

No contexto organizacional, saiba que esse é um indicador que aponta o quanto os colaboradores estão procurando os serviços médicos, que podem ser o atendimento de urgência e emergência, a realização de consultas e exames, entre outros.

Ou seja: quanto mais as pessoas utilizam os serviços de saúde, mais o preço desse tipo de assistência tende a aumentar, independentemente da oscilação da VCMH. 

Com isso, podemos dizer que a VCMH é uma variação que não está tanto sob o controle das empresas, pois é um índice que está no contrato da carteira da operadora do plano de saúde e que, como vimos, depende de outros fatores, como a frequência com que os brasileiros utilizam, por exemplo.

Já a sinistralidade é, sim, um elemento cujo aumento pode ser controlado pelas empresas. E como fazer isso? Com a orientação do uso correto e consciente dos serviços de saúde

É preciso instruir os times a utilizarem os serviços sempre que necessário, mas também instigá-los a adotar um estilo de vida saudável, com práticas regulares de atividades físicas, descanso mental e alimentação adequada. Essas são boas medidas de prevenção de doenças que, consequentemente, reduz a necessidade de procurar médicos.

Cálculo de reajuste dos planos de saúde empresariais

Chegamos a um assunto temido pelas empresas que oferecem benefícios de saúde para seus colaboradores: o reajuste dos planos. Como saber se ele está correto ou não e como contestar com a operadora?

Tenha em mente que, ao compreender como funcionam a Variação de Custos Médico-Hospitalares e a sinistralidade, e entender como esses dois fatores impactam nos custos com os benefícios, você já deu um importante passo para conseguir verificar se o reajuste é coerente ou não. 

Basicamente, o cálculo do reajuste é feito a partir de uma fórmula base:

Reajuste = (sinistralidade atual / limite contratual) x (1 + inflação médica) -1.

Sendo assim, para encontrar o índice de reajuste dos planos de saúde são necessários três passos. São eles:

1) Dividir a sinistralidade atual pelo limite contratual (break-even);

2) Multiplicar o resultado pelo índice de inflação médica + 1.

3) Subtrair 1 do resultado final.

Para esse cálculo, considere duas situações:

  1. Quando a sinistralidade total da sua empresa estiver dentro do limite contratual, o reajuste deverá ser apenas proporcional à inflação médica;
  2. Algumas operadoras utilizam o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) e não a VCMH. Por isso, é importante ter atenção ao indicador aplicado no momento da contratação do serviço.

Para finalizar, entenda que, por meio de uma boa gestão dos benefícios oferecidos pela sua empresa — principalmente os médicos, que são os mais onerosos — é possível reduzir a necessidade de utilização dos serviços e baixar os custos, inclusive a oscilação da VCMH. 

Assim, tanto a empresa quanto o colaborador conseguirão economizar com esses recursos que são tão essenciais no dia a dia das pessoas.

A Pipo criou uma calculadora de reajuste dos planos de saúde empresariais com tudo que a sua empresa precisa para se informar e não ser pega de surpresa no fim do contrato.

Baixe a calculadora gratuitamente e entenda se o índice proposto para a sua empresa está compatível com a realidade:


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