Prevenção de doenças ocupacionais: conheça o papel do RH

28/6/2021

Por

Andresa Araújo

Prevenção de doenças ocupacionais: conheça o papel do RH

Não é possível escolher entre um profissional produtivo e um colaborador saudável, afinal, é muito difícil dissociar essas questões. Um funcionário saudável é mais produtivo e, normalmente, tem menos chance de desenvolver doenças ocupacionais

O clichê do ‘equilíbrio é tudo’ também se aplica a essas questões. Trabalhar até o esgotamento pode prejudicar a saúde, o que aumenta os riscos de doenças no trabalho, absenteísmo, afastamento e outros.

Abordamos, no conteúdo a seguir, o que são e como prevenir doenças ocupacionais.

Neste conteúdo você vê:

O que é uma doença ocupacional?

Doença ocupacional, também chamada de doença laboral, é a patologia provocada pelo tipo de trabalho ou pelas condições em que um trabalhador se expõe para exercer a sua atividade remunerada. 

São necessários evidenciar alguns pontos:

  • são silenciosas e podem se evidenciar depois de anos de trabalho, o que dificulta o tratamento;
  • são agrupadas em doenças osteomusculares, respiratórias, de pele, auditivas, de visão e psicossociais;
  • dá direitos previdenciários e fiscais, equivalente aos acidentes de trabalho.

Vale destacar que, até a década de 60, quase não existiam cuidados quanto às doenças provocadas pelo trabalho, apenas em relação aos acidentes. Até que os médicos do trabalho, daquela época, notaram alta demanda no tratamento de infecções por benzeno e outros tóxicos envolvidos com o crescimento industrial. 

Já nos anos 80, surgiram doenças ocupacionais de outra natureza, como as tendinites, já que essa foi a era da consolidação da informática.

Depois dos anos 2000, foi a vez das doenças de caráter psicossocial afetarem os trabalhadores de forma mais acentuada. 

Importância da prevenção de doenças ocupacionais

Cuidar e prevenir doenças ocupacionais não é importante apenas para manter os gastos da empresa em dia, mas, também, como forma de cuidado com os colaboradores.

As doenças relacionadas ao trabalho podem fazer os colaboradores arcarem com gastos inesperados para o tratamento do problema, ter redução na renda e lidar com as despesas extras por passar mais tempo em casa. O que pode fazer com que a empresa fique mal vista pelo mercado.

Além disso, as empresas têm o seu custo de produção elevado, o que impacta no preço de venda dos produtos ou serviços e afeta a economia como um todo. 

É importante lembrar que desde a Constituição Federal de 1988, a prevenção das doenças no trabalho foi evidenciada como algo essencial nas nossas atribuições. 

Doenças laborais: quais são as principais? 

Como citamos, existem doenças ocupacionais de diversos grupos. Entender onde cada uma delas se encaixa pode facilitar o entendimento de como ajudar um colaborador que sofre com elas. Observe:

Lesão por Esforço Repetitivo (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT)

A LER, como o nome sugere, é a perda de capacidade provocada por tarefas repetidas ou posturas forçadas. Por exemplo, se um motorista de ônibus for diagnosticado com hérnia de disco por causa do trabalho, tem-se uma LER.

Já a DORT é a sigla utilizada para substituir a LER. Houve essa mudança porque nem toda incapacidade por repetição ou postura prolongada gera lesões (como as próprias doenças de coluna). Além disso, excesso de força e uso de ferramentas também ocasionam essas incapacidades, não apenas posturas e repetições.

Doenças respiratórias

São as patologias associadas à inalação de gases tóxicos e partículas nocivas à saúde, como o amianto, que causa fibrose pulmonar.

Doenças de pele

É a alteração de pele, no ambiente de trabalho, por contato com microrganismos, alta temperatura etc. As mais comuns são as dermatites.

Doenças auditivas

A exposição a ruídos, agentes químicos e traumatismos podem gerar doenças auditivas, como otites e perda total da audição. 

Doenças de visão

Os olhos são vulneráveis a vários tipos de condições em um ambiente, como iluminação excessiva ou presença de risco biológico. Visão embaçada e conjuntivite são consequências disso. 

Doenças psicossociais

Exigências emocionais e ambientes muito competitivos, por exemplo, são ameaças usuais que podem culminar em síndrome de burnout e outras doenças psicossociais. 

Muitos desses fatores de risco podem estar vinculados ao cenário brasileiro de flexibilização, intensificação do trabalho e perda de direitos trabalhistas.

Embora essas doenças não sejam fatais como os acidentes de trabalho, elas são responsáveis por mais de 12% da incapacidade dos colaboradores, a nível mundial. 

Em outras palavras: as patologias ocupacionais causam afastamento e impossibilidade de trabalhar. 

Doenças ocupacionais afetam a saúde mental?

A saúde mental dos profissionais pode se comprometer de duas formas, tanto pela influência das doenças com propriedades psicossociais, quanto pelas próprias doenças físicas, que também sensibilizam o estado mental. 

Para ilustrar: passar muitas horas trabalhando não significa necessariamente produtividade ou dedicação. Muitas vezes, significa desgaste e esse falso empenho não é sustentável. 

Pelo contrário, é o que tende a afastar os profissionais das suas funções. 

Quando detectamos pressão excessiva no trabalho, má organização dos processos e dificuldades de liderança, fica fácil perceber como se desenvolvem as doenças ocupacionais do tipo psicossocial. 

A presença desses problemas, quando não solucionados, pode levar os funcionários à exaustão e a transtornos mentais como depressão, síndrome do pânico e ansiedade generalizada.

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Covid-19 pode ser considerada uma doença ocupacional?

De acordo com dois Tribunais Regionais do Trabalho, TRT2 e TRT3, de SP e MG, respectivamente, a Covid-19 pode entrar no rol das doenças ocupacionais.

Dessa forma, se um colaborador se infectar no trabalho, mesmo sem comprovar nexo causal, ou seja, que a empresa não adotou as medidas de prevenção, a organização pode ser penalizada. 

Qual o papel do RH para a prevenção das doenças no trabalho?

O departamento de Recursos Humanos, cada vez mais, tem se responsabilizado também pela produtividade das equipes — o que implica na saúde e integridade emocional dos funcionários. 

Por isso que, muito além do compromisso com o recrutamento e a retenção de profissionais, algumas ações podem ser realizadas pelo setor, como:

Oferta de treinamentos especializados

Muitas doenças ocupacionais, especialmente as LER/DORT, ocorrem por falta de conhecimento dos profissionais, sobre as práticas preventivas. 

Afinal, se o colaborador está na companhia porque tem expertise em finanças, em design — seja qual for o ramo da empresa — pode ser ilógico esperar que ele já saiba como proteger sua postura, sua visão, entre outros, durante as rotinas de trabalho.

Os treinamentos são iniciativas simples, mas com muita utilidade, nesses casos, já que é possível empoderar os colaboradores quanto à sua própria saúde. 

Criação de rotinas de descompressão

Incorpore, no dia a dia, momentos de desconexão com o trabalho. Pode ser com happy hours, sessões de terapia e meditação, aulas de Yoga e tudo o que causar essa sensação de alívio da pressão por resultados. 

Outra ideia é criar espaços físicos como piscina de bolinhas, videogames e móveis confortáveis para que os colaboradores possam se desligar por uns momentos das suas tarefas. 

Incentivo à realização de exames periódicos

A saúde não é uma ciência exata. Às vezes, tanto os gestores de RH cumprem com a sua missão de cuidar dos colaboradores, quanto os profissionais realmente se cuidam, mas as doenças ocupacionais insistem em aparecer. 

Isso porque ainda há fatores não controláveis envolvidos, como a genética e os riscos ambientais que os colaboradores possuem em suas moradias.

Por isso, ter um acompanhamento médico é importante para a prevenção das doenças laborais. 

Com um plano de saúde disponível, essa consulta a especialistas se torna mais prática e adequada à correria do trabalho. 

Acompanhamento próximo da saúde do colaborador

Se os profissionais não demonstram sinais de problemas de saúde, não significa que o gestor já pode deixar essa questão de lado para se dedicar a outra. 

É aconselhável ter uma vigilância contínua, tanto para o despertar de bons hábitos nos colaboradores quanto pela prevenção e diagnóstico precoce — já que as doenças no trabalho podem levar até 15 anos para mostrarem sintomas.

O gestor de RH tem a possibilidade de fazer isso por si só, como também pode contratar uma equipe que avalie os trabalhadores de forma regular, com ações de promoção de saúde, não apenas prevenção de doenças.

Oferta de um bom pacote de benefícios de saúde

Você sabia que, hoje, o benefício mais procurado pelos colaboradores é o plano de saúde? Além dele, o plano odontológico e o seguro de vida também aparecem no top 10 de vantagens mais procuradas, o que reflete uma necessidade e urgência por parte dos colaboradores de ter acesso a benefícios de saúde.

Por isso, uma forma de facilitar essas ações de treinamentos, exames e acompanhamento médico dos profissionais, é oferecer um bom pacote de benefícios.

Se há trabalho, pode haver doenças ocupacionais. Mas ações estratégicas, como as do RH, podem evitar essas patologias ocupacionais e até reverter danos por meio de um pacote de benefícios que trate os problemas e estimule os cuidados em saúde. 


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Estudo de caso: Pipo Saúde + Vereda


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